Quantas parcelas do seguro desemprego tenho direito?

O seguro desemprego é um dos principais direitos de todo trabalhador brasileiro. Neste post, falamos mais sobre ele, especificando quantas parcelas são pagas em diferentes casos. Acompanhe e saiba quanto você pode receber.

O que é o seguro desemprego?

O seguro desemprego é um benefício garantido por lei ao trabalhador brasileiro, oferecendo-lhe um auxílio em dinheiro por um período previamente definido. Pode ser pago de três a cinco parcelas de maneira contínua ou alternada, sempre conforme o tempo de trabalho.

Quem tem direito ao seguro desemprego?

O seguro desemprego é destinado a todos os trabalhadores brasileiros que cumpram determinados requisitos. Veja, a seguir, quais são eles:

  • Ser trabalhador formal ou doméstico com dispensa sem justa causa ou dispensa indireta;
  • Trabalhador formal com contrato de trabalho suspenso em decorrência de participação em curso ou programa de qualificação ofertado pelo empregador;
  • Todo pescador profissional durante a época de defeso;
  • Trabalhador que tenha sido resgatado de condição análoga à escravidão.

Um detalhe importante: para acessar o benefício é preciso comprovar o vínculo empregatício com a documentação solicitada. Por isso, além de se enquadrar em um dos perfis supracitados também é preciso apresentar os documentos pedidos.

Quantas parcelas do seguro desemprego são pagas?

O trabalhador demitido pode receber de três a cinco parcelas, o que determina a quantidade é o período em que atuou na empresa. Quanto mais tempo, maior a possibilidade de receber as cinco parcelas. De modo geral, considera-se:

  • 9 a 11 meses de trabalho: pagamento de 3 parcelas;
  • 12 a 23 meses de trabalho: pagamento de 4 parcelas;
  • 24 meses ou mais de trabalho: pagamento de 5 parcelas.

Qual o valor do seguro desemprego?

O valor do benefício varia de acordo com o salário mínimo vigente. Para 2020, o mínimo pago é de R$ 1.045,00 e o máximo é de R$ 1.813,03. Mas, como saber o valor exato a ser recebido?

O governo federal estabeleceu um cálculo base para o seguro desemprego. Neste caso, considera-se a média dos salários dos últimos três meses anteriores à demissão sem justa causa. Com base no ano de 2020, o cálculo é feito da seguinte forma:

  • Média salarial de até R$ 1.599,61: multiplica-se o resultado por 0,8;
  • Salário médio de R$ 1.599,62 a R$ 2.666,29: multiplica-se o que exceder R$ 1.599,61 por 0,5. Em seguida, soma-se o resultado a R$ 1.279,69;
  • Média salarial acima de R$ 2.666,29: parcela igual a R$ 1.813,03.

Se tiver dificuldade em realizar o cálculo manualmente, existem sites especializados gratuitos que oferecem calculadoras de seguro desemprego, basta acessá-los e informar dados sobre seu salário e tempo de trabalho na empresa.

Caso seu perfil se encaixe no de pescador profissional, empregado doméstico ou trabalhador resgatado, o valor do seguro é de um salário mínimo vigente, sempre.

Como pedir o seguro desemprego?

O trabalhador que atenda todos os requisitos para solicitação do seguro desemprego deve cumprir diferentes etapas para pedi-lo. Veja, abaixo, quais são elas:

  • Acesse o portal gov.br ou aplicativo Carteira de Trabalho Digital (disponível para smartphones com sistema operacional Android ou iOS);
  • Clique sobre o serviço que deseja realizar;
  • Faça um cadastro inicial, se não o tiver;
  • Clique na opção “seguro desemprego”;
  • Digite o número do requerimento entregue pelo empregador;
  • Clique em “localizar”;
  • Cheque se as informações estão corretas e selecione que concorda com os termos;
  • Confirme a solicitação do benefício.

Depois de seguir esse passo a passo, o beneficiário poderá acompanhar o andamento do serviço pela internet, seja no portal gov.br ou via aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

O valor a ser pago será informado na página, bem como os canais de pagamento (depósito em contas da Caixa Econômica Federal, saque no banco, lotéricas ou casas de conveniência com o Cartão Cidadão).

Prazos para solicitação do seguro desemprego

O trabalhador deve estar atento aos prazos mínimos e máximos de solicitação do benefício, para não o perder. Confira, logo abaixo, quais são:

  • Trabalhador formal – do 7º ao 120º dia, contados a partir da data de demissão;
  • Qualificação profissional – durante todo o período de dispensa;
  • Empregado doméstico – do 7º ao 90º dia, contados a partir do dia de dispensa;
  • Pescador profissional – no período de defeso, no prazo máximo de 120 dias;
  • Trabalhador resgatado – até o 90º dia a partir da data do resgate.

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