Entenda o que é o Centro na Política: veja mais aqui.

O Centrismo na política, dentro do conceito da existência de uma Esquerda e Direita, é a posição de quem se encontra no centro do espectro ideológico, os moderados.

Um partido de centro não é nem capitalista extremado, nem comunista vigoroso, mas ele vê a necessidade de defender o capitalismo sem deixar de se preocupar com o lado social. Na visão da política de centro, não deve haver extremismos ou intransigências na sociedade.

Não existe uma definição estritamente teórica, mas sim uma definição intuitiva. Por exemplo, Norberto Bobbio, filósofo político italiano, definiu esquerda e direita como sendo a esquerda um segmento voltado para a igualdade social, econômica e política; e a direita, como os que estão em grande parte preocupados com a segurança, mas, muitas vezes, com a manutenção do status quo também.

Em relação a essas duas referências, o centro seria constituído por aquelas forças políticas moderadas, capazes de incorporar, em certo nível, uma preocupação com a igualdade – que é típica da esquerda, como políticas de distribuição de renda, importância da educação… – e, ao mesmo tempo, preservar uma preocupação que é mais das forças conservadoras de direita.

A direita pensa a liberdade em termos de segurança, às vezes até de maneira autoritária e repressiva. A ideia é que o centro seja capaz de assegurar as condições de segurança, sem adotar mecanismos de repressão. Portanto, valorizando as instituições que são responsáveis pela segurança pública, como é o caso da polícia, e fortalecendo serviços de inteligência etc, para assegurar a segurança dos cidadãos, sem recorrer a mecanismos de repressão. Então, de maneira geral, o centro se define em referência a essas duas posições.

São políticos que tendem a uma perspectiva de cooperação política e de uma certa moderação. A grande questão que está colocada para os políticos do centro é se eles são capazes de dialogar com um enorme número de pessoas que anda descrente e desconfiada em relação às instituições. Isso vai exigir que eles sejam capazes de trabalhar o imaginário de uma parte significativa da sociedade, que está rejeitando a política. A pergunta é, portanto: o centro será capaz de mostrar que pode abrir a possibilidade de maior participação da sociedade, de maneira que ela possa redefinir a confiança nos políticos? Isso ainda não é claro.

O que acreditam?

 

Os seus principais valores são: ante extremismo, sustentado pelo equilíbrio que cria a tolerância, ecoexistência pacifica. Os políticos de centro são caracterizados como sendo mais conciliadores e mais tolerantes.

Os eleitores podem se identificar com centristas por uma série de razões, como o pragmatismo ideológico. Também existem outras posições derivadas do centrismo, como a centro-esquerda e a centro-direita, mas, como os seus nomes indicam, o primeiro pertence ao espectro da esquerda política e o segundo à direita política. Ainda temos aí a extrema esquerda e a extrema direita, criando, portanto, um leque de 5 ideologias políticas distintas.

Centristas preferem o equilíbrio no controle governamental da economia e do comportamento pessoal. Dependendo do assunto, eles, algumas vezes, favorecem a intervenção governamental e, em outras,apoiam a liberdade de escolher. Centristas orgulham-se de manter a mente aberta, tendem a se opor a extremos e costumam enfatizar o que eles descrevem como soluções práticas para os problemas.

Quais são os partidos e o que acreditam

  • Centro: visão política que acredita em aspectos da direita e da esquerda. São contra todos os extremos e não se consideram capitalistas nem comunistas. Buscam um equilíbrio para a desigualdade social, mas não são contrários a hierarquia;
  • Partidos Políticos: PTN, PMDB, PSL, PRB, PSD;
  • Centro-direita: surgem de uma direita moderada, com ênfase na democracia cristã. Têm os mesmos ideais da direita, mas são mais complacentes em questões relacionadas aos direitos sociais e à igualdade de oportunidades. Isto os torna, em certo nível, mais flexíveis a políticas voltadas ao assistencialismo e ao papel do estado na sociedade. Aceitam pequenas regulações de mercado pelo estado e limitam bens controlados, como saúde, educação e segurança. Acreditam que o ser humano possa mudar a sua condição por meio do esforço próprio, desde posição social até orientação sexual;

Partidos Políticos: DEM, PSC, PR, PTdoB, PSDC;

Imprensa: Estado de São Paulo, O Globo;

Centro-esquerda: acreditam nos ideais do socialismo, mas são mais favoráveis a uma economia de mercado, sendo complacentes ao sistema capitalista. Buscam uma transformação moderada e pacifica do estado tornando a sociedade mais igualitária. Tentam, pelas leis,diminuir as injustiças sociais –  assistencialismo. São compostos por socialdemocratas, ambientalistas e ativistas dos direitos civis/humanos. Apesar de um grande número destes serem defensores dos direitos humanos, é necessário salientar que a esquerda não é mais humanizada do que a direita, mas sim, menos religiosa – o que a faz dar maior apoio às minorias;

Partidos Políticos: PV, PDT, PTB, PSDB, PMN e PT (este último se afastou dos ideais da esquerda);

Imprensa: TV Brasil, TVE.

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Jornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.

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