Juros do financiamento imobiliário: como funciona?

Ter uma casa própria é o sonho da maioria dos Brasileiros. Porém, devido aos altos preços, grande parte recorre aos financiamentos para alcançar esse objetivo. 

Todos os bancos ou instituições financeiras oferecem linhas de crédito para financiamento imobiliário e cada um tem suas regras e suas porcentagens de juros embutidas nas parcelas ao longo dos anos. 

Hoje, vamos conhecer como o processo de financiamento de imóveis funciona e como os juros estão atrelados a esse processo. 

Juros do Financiamento
Juros do financiamento imobiliário – Como funciona?

Como funciona os juros do financiamento imobiliário?

Como já dito, cada banco ou financeira tem suas regras, mas iremos focar no financiamento mais utilizado, o do Caixa Econômica Federal. 

Com a redução anunciada em outubro de 2020, as taxas de financiamento de imóveis também caíram, a partir de 6,5% ao ano + Taxa Referencial, somando em torno de 14% ao ano. 

Na prática, o que isso quer dizer? Isso quer dizer que, ao contratar o financiamento, além do valor solicitado, também haverá o pagamento dos juros do financiamento mais uma taxa que nivela o valor da moeda ao poder de compra da população. 

Porém, essa é apenas uma das formas de crédito oferecidas no mercado. Alguns bancos tomam como base para o cálculo dos juros atrelado ao IPCA, que é a ligado ao índice de inflação.

Para realizar uma simulação e ver qual situação mais vale a pena, acesse o portal da Caixa

O que avaliar antes de contratar um financiamento imobiliário

Assumir um financiamento imobiliário é um compromisso sério, afinal, normalmente são 15, 20 ou até 30 anos pagando. Logo, isso preciso de um planejamento concreto para que o sonho não se torne uma dor de cabeça. 

Muito além dos juros do financiamento, outros pontos devem ser levados em consideração. Tais como: 

Valor da entrada

Não é comum conseguir financiar o valor total do imóvel. Normalmente, é preciso dar uma entrada e financiar o resto. 

O valor vai afetar diretamente o tempo e as taxas de juros do financiamento. Por isso, o ideal é guardar o suficiente para dar uma entrada de 15% a 20% do valor total do imóvel. 

Porém, alguns bancos podem exigir entre 20% e 30%.

Considere todos os gastos com o imóvel

Ao iniciar um financiamento de imóveis, lembre que a entrada e as parcelas são apenas alguns dos custos envolvidos na operação. Outros gastos também entram nessa lista, como:

  • Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e custos cartoriais, com valores que podem chegar a 10% do montante total do imóvel — alguns bancos e financeiras permitem que esses valores sejam incorporados às parcelas, o que facilita bastante;
  • Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), pago uma vez por ano à prefeitura — havendo impostos atrasados, você precisará regularizá-los;
  • gastos com a mudança — neste item, considere o valor do carreto, da proteção de peças, dos móveis novos, enfim, tudo o que envolver a mudança.

Caso a situação aperte, é possível transferir o financiamento

O planejamento também deve considerar que, caso um dia você não consiga mais realizar os pagamentos, é possível realizar a transferência do valor do contrato e, em tese, vender a casa e reaver o valor já pago. 

Para isso, no entanto, os bancos e as instituições financeiras impõem algumas regras. É preciso tomar alguns cuidados, como:

  • não deixar o imóvel no seu nome para que ele não fique negativado caso o novo comprador deixe de arcar com as parcelas;
  • só entregar o imóvel depois do pagamento e da aprovação oficial do banco ou da financeira.

Porém, geralmente é preciso já ter pago uma quantidade mínima de parcelas para estar apto à transferência.

Além disso, não pode haver parcelas atrasadas e ainda pode ser necessário pagar uma taxa para realizar a operação.

Todos os pontos apresentados devem ser levados em consideração antes de assumir um contrato. Muito além dos juros do financiamento, o processo acarreta diversos outros custos que devem ser calculados para que o sonho não se torne um pesadelo. 

Vale lembrar também que a Caixa Econômica Federal, assim como qualquer banco ou instituição financeira, pode alterar a taxa de juros, sendo para cima ou para baixo.

Então, é importante estar atento às notícias oficiais e de fontes confiáveis para acompanhar as possíveis mudanças. 

Amanda Lino
Jornalista com mais de 7 anos de experiência em redações de rádio, TV e internet. Além de colaboradora da Webgo Content, Amanda também é host do podcast Me Empresta Seus Óculos, que trata sobre cotidiano.

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