O juiz Paulo César Vieira de Carvalho Filho está ouvindo hoje (dia 31 de julho) as testemunhas de acusação do caso do vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, e do seu irmão, o deputado estadual Natalino José Guimarães. Ao todo, cinco pessoas deverão prestar depoimento. No processo, são também acusados de formação de quadrilha e envolvimento com milícia na Zona Oeste do Rio os réus André Luiz da Silva Malvar, genro de Jerominho; Gladson dos Santos Gonçalves; Júlio César Oliveira dos Santos, o Julinho Tiroteio; Ricardo Teixeira Cruz, o Batman; o ex-PM Luciano Guinâncio Guimarães, filho do Jerominho; Edson Lima Calles Júnior, o Juninho Perneta; Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra Ossos; Fábio Pereira de Oliveira, o Fabinho Gordo; e Alcemir Silva, o Fumão.
Na manhã desta quinta-feira, foi ouvido o Coronel Cony, ex-comandante do Regimento da Polícia Montada (RPMont). Ele disse que uma das suas missões em Campo Grande, por orientação do então secretário de segurança, Marcelo Itagiba, foi combater o transporte irregular remunerado. Disse que o grupo da "Liga da Justiça" costumava usar o símbolo do Batman, uma blazer e um carro preto em suas ações e andava sempre em comboio. Cony afirmou que, em razão de sua atuação, recebeu ameaças, segundo quatro registros feitos pelo disque-denúncia. De acordo com as denúncias, ele seria morto por meio de um próprio carro da polícia que, aparentemente, tentaria socorrê-lo e que a ação, na Av. das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, seria planejada por André Malvar em companhia de Batman, Julinho Tiroteio, soldado Júnior e Leandrinho. Disse que, por causa disso, passou a andar com um policial armado como seu segurança na viatura.
A testemunha ressaltou ainda que milícias da área têm domínio dos serviços de transporte de vans, botijões de gás e "gatonet" e que Jerominho o acusava de envolvimento com o tráfico de drogas, o que teria sido, inclusive, noticiado pela imprensa.
O policial comentou também que, a pedido do então governador Anthony Garotinho, por intermédio de um assessor político seu, teria recebido o vereador Jerominho e o também então candidato a deputado Natalino no RPMont e que eles quiseram deixar bem claro que eram os políticos da área e que Natalino era o candidato de Campo Grande a deputado. Cony, que atualmente encontra-se na reserva, disse também que trabalhou 34 anos na Polícia Militar.
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