Os depoimentos das testemunhas de acusação do caso do vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, do seu irmão, o deputado estadual Natalino José Guimarães, e de mais nove réus continuaram durante a tarde de hoje (dia 31 de julho), no Fórum da Capital. A audiência foi encerrada por volta das 17h, pelo juiz Paulo Cesar Vieira de Carvalho Filho, da Comarca de Duque de Caxias. A relatora da ação penal é a desembargadora Maria Henriqueta Lobo, do Órgão Especial do TJ do Rio. Eles são acusados de integrarem milícia na Zona Oeste do Rio.
O primeiro a testemunhar foi advogado André Luiz Costa de Paula, que trabalha para a ONG Fist e presta assistência jurídica aos moradores da comunidade Olga Benário Prestes, localizada em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. Segundo ele, vem sofrendo ameaças de morte desde a eleição passada. Disse que a milícia atua na venda de gás de cozinha, de sinal de TV fechada, o "gatonet", e na extorsão do transporte alternativo. A testemunha confirmou que a milícia vem expulsando alguns moradores de suas casas e terrenos para poder vendê-los posteriormente. André Luiz afirmou também que está impedido pelos milicianos de ir à comunidade e até mesmo ao fórum de Campo Grande.
Depuseram ainda as testemunhas Gleyce Ferreira Nunes, Hedézio Rodrigues Nunes e Gledson Ferreira Nunes. Todos afirmaram conhecer Jerominho e Natalino apenas dos jornais. Eles seriam donos da empresa que teria prestado serviço à milícia e que seria responsável pela instalação do "gatonet" em comunidades da Zona Oeste. A HGR Nunes era, na verdade, administrada por Gledson, e teve uma movimentação financeira superior a R$ 200 mil no ano de 2007.
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