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Nadinho de Rio das Pedras é interrogado

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Por: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
Data de Publicação: 30 de novembro de 2007
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O juiz Sidney Rosa da Silva, em exercício no 4° Tribunal do Júri do Rio, interrogou hoje (dia 30 de novembro) o vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras. Ele é acusado de ter sido o mandante do assassinato do inspetor da Polícia Civil Félix dos Santos Tostes. O crime ocorreu em fevereiro deste ano no Recreio dos Bandeirantes. Félix seria um dos chefes da milícia de Rio das Pedras e pretenderia se candidatar a vereador, ameaçando a influência política de Nadinho na região. Também foram ouvidos nesta sexta-feira os policiais civis André Luiz da Silva Malvar e Raphael Moreira Dias, suspeitos de serem os executores do inspetor.

Hoje Nadinho seria apenas citado, mas, como já estava ciente do processo, aceitou prestar depoimento. Ele negou ser o mandante do crime, e disse não ter recebido 12 ligações de André e Raphael no dia do assassinato, como consta na denúncia do Ministério Público. Afirmou ainda que as chamadas em seu celular foram feitas pelo vereador Renato Moura, que pretendia marcar um encontro no Recreio dos Bandeirantes para tratar de uma proposta de emenda legislativa, mas o encontro não acorreu. Nadinho ainda explicou ao juiz que quem atende ligações de números desconhecidos para seu celular são seu secretário e o motorista, e que muitas pessoas possuem seu número, pois ele o divulga em seu cartão de apresentação profissional. Disse também que só conhecia de vista, de pescarias e da câmara dos vereadores, o denunciado André, e que não conhecia Raphael.

A denúncia do MP diz ainda que Nadinho sabia que no dia do crime Félix Tostes não dirigia seu habitual carro blindado, que estava em uma oficina, e que teria passado essa informação para os executores. O vereador, porém, negou essa acusação. Nadinho afirmou que não tinha animosidades com a vítima e que não acredita que ele fosse se candidatar a vereador, pois foi seu cabo eleitoral em três eleições. Ele alegou desconhecer que haja uma milícia em Rio das Pedras, onde vive desde os três anos de idade e disse saber apenas que há um grupo de moradores que "toma conta" do bairro para que não haja tráfico de drogas. Nadinho afirmou não saber porque seu nome foi envolvido no processo.

 

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