O controle social do Estado sobre a vida privada dos indivíduos foi tema dos debates durante o 5º Encontro de Psicólogos Jurídicos do Tribunal de Justiça do Rio, que aconteceu hoje (dia 29 de novembro), no auditório Antônio Carlos Amorim, na Emerj. Participaram do encontro o desembargador Siro Darlan, o juiz titular da 37ª Vara Criminal, Geraldo Prado, e os professores Autarives Maciel (UFF), Márcio Alves da Fonseca (PUC-SP), Bethânia Assy (UERJ), Ana Cristina Figueiredo (UFRJ) e Sérgio Carrara (UERJ).
Segundo o desembargador Siro Darlan, vivemos num mundo globalizado e nada mais é privado. “Como os psicólogos atuam na intimidade, nós juízes, precisamos da ajuda deles, dando subsídios nas relações interpessoais”, afirmou. Para ele, o evento deste tipo é importante porque discute a atuação dos psicólogos na justiça.
O juiz Geraldo Prado disse que o Poder Judiciário deve ser transformador e servir como uma ferramenta de controle social e segurança pública. “Sofrer o que estamos sofrendo no Rio e não fazer nada é um crime enorme”, ressaltou o magistrado. Ele falou também que dentro do Poder Judiciário as grandes mudanças estão vindo, mas que elas ainda são poucas. “A classe média está tendo condições para ser juiz, mas isso ainda não é suficiente”, declarou.
A professora Bethânia Assy, da Uerj, explicou que os indivíduos não estão preocupados com a coletividade e que o espaço público só existe para oferecer algo para satisfação pessoal, mas que, mesmo assim temos que acreditar nele. “Estamos substituindo todo o espaço público por um objeto de consumo, e nós nos definimos por esse objeto. Perdemos o acesso à felicidade pública”, lamenta a psicóloga.
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