Vigário Geral será novamente julgado
O ex-policial militar Sirlei Alves Teixeira será julgado novamente amanhã (dia 28 de novembro), às 9h, no II Tribunal do Júri. Ele é um dos acusados de ter participado da Chacina de Vigário Geral e foi condenado, no primeiro julgamento, a 59 anos de seis meses de reclusão, em regime fechado. A sua defesa, porém, protestou por novo júri já que a condenação ultrapassou os 20 anos. Em 13 de setembro, cinco dos sete jurados entenderam que Sirlei participou das 21 mortes e quatro tentativas de homicídio de moradores do Parque Proletário de Vigário Geral.
Sirlei Alves Teixeira estava foragido até o ano passado, mas, foi preso por ter participado de um assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal. O ex-PM continua preso e não pôde recorrer em liberdade, por determinação do juiz Luiz Noronha Dantas. Segundo ele, o policial militar tem antecedentes desabonadores e enquanto esteve foragido praticou vários crimes. Na chacina de Vigário Geral, ?ele demonstrou uma descabida insensibilidade moral, além de um inominável desprezo pela vida, bem como uma absurda crueldade?, afirmou.
Em seu interrogatório, durante o primeiro júri, o ex-PM negou que tivesse participado da chacina, em agosto de 1993. Sirlei disse que nem mesmo conhecia os outros acusados e garantiu que na noite dos crimes estava trabalhando numa cabine da polícia militar, na Praça Seca, em Jacarepaguá. Ele, porém, não conseguiu provar o que falou em seu depoimento. Sirlei Alves Teixeira também responde a outro processo por homicídio, no II Tribunal do Júri, e já foi condenado a três anos de prisão (por porte ilegal de arma e uso de documento falso) na justiça estadual e a oito anos (por roubo) na justiça federal do Rio.
Além de Sirlei, apenas outros dois condenados cumprem pena pelos crimes de Vigário Geral: José Fernandes Neto, que pegou 45 anos de prisão, e Alexandre Bicego Farinha, 72 anos. O Ministério Público denunciou, ao todo, 52 policiais militares. Segundo a denúncia, os crimes foram praticados por vários grupos que, divididos, explodiram inicialmente uma granada no interior de um bar, matando sete pessoas. Em seguida, os policiais atiraram contra freqüentadores e mataram a tiros oito pessoas da mesma família. Outras oito foram atacadas em ruas próximas, das quais duas conseguiram sobreviver. O motivo dos crimes seria vingança pela morte de quatro policiais militares ocorridas dois dias antes da chacina, no mesmo bairro.
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