| Foto: Luciano Costa |
| O conferencista Jerônimo Barreto (E) falou sobre o drama da AIDS em crianças |
Nessa mesa, estavam presentes a assistente social do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ana Maira da Silveira; Clélia Zitto Cezar, da Associação Beneficente Monte Refúgio ? SP; o presidente do Grupo de Assistência Social Sempre Viva ? PE, Jerônimo Pereira Barreto e o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Ana Maria da Silveira abordou o tema "Adoção de crianças negras: inclusão ou exclusão?", defendendo que é necessário que os brasileiros assumam o preconceito para que se trate a adoção de crianças negras de forma mais clara. Para ela, o caminho para eliminação do preconceito racial é discutir a questão em sua essência, aproveitando os espaços fornecidos pelos grupos de apoio à adoção.
Clélia Zitto falou sobre o tema "Crianças com necessidades especiais: os caminhos possíveis". A mesma expôs dados estatísticos que comprovam que das 80 mil crianças adotáveis, 44,7% possuem algum tipo de deficiência. Apresentou, ainda, exemplos de adoções de crianças especiais que tiveram êxito, como o caso de sua própria filha.
Aids e Esteriótipos
Jerônimo Barretto, em sua conferência abordou a não-adoção de crianças soropositivas, apontando como principais causas a falta de informação, os custos da doença e o preconceito. Barreto afirmou acreditar que através da divulgação, esses receios podem ser atenuados. "Crianças com HIV são especiais porque especiais são os seres humanos", defendeu.
A Campanha Mude um Destino foi o tema abordado pelo presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juiz Mozart Valadares.Vinte e dois estados brasileiros já aderiram à campanha, que passa agira a sua segunda fase. Segundo Valadares o projeto da AMB originou um documentário que mostra a realidade das crianças que vivem em abrigos e as dificuldades por que elas passam. Enfatizou ainda, que o perfil do magistrado brasileiro tem mudado, ?pois hoje estamos preocupados com a realidade social do país?.
O presidente da AMB também falou dos estereótipos que giram em torno do perfil da criança a ser adotada, exigindo que ela seja branca, bebê e sem nenhuma necessidade especial. Em relação ao comportamento, o juiz ponderou que ?esse grau de exigência dos casais e que tornam o processo de adoção mais lento e burocrático e não os procedimentos legais em si. Precisamos quebrar essa cultura?.
Por Lucilene Ferreira ? Ascom/TJPE
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