A primeira conferência do 2º dia do XIII Encontro Nacional de Apoio à Adoção (ENAPA/2008) foi ministrada por Marcelino Bandin, geneticista e psiquiatra pernambucano, abordando o tema Desmistificando a Genética . ?O mau comportamento social não é determinado pela genética e sim por diversidades ambientais, que são passíveis de tratamento?, afirmou Bandin em sua conferência.
?Do Abandono à Adoção: Novos Ritmos e Possibilidades? foi o tema da primeira mesa-redonda do encontro, que foi dirigida por Suzana Schettini, presidente do Grupo de Estudo e Apoio à Adoção no Recife (GEAD Recife) e coordenadora do encontro. Suzana abriu a mesa apresentando as conferencistas e os respectivos temas a serem tratados na ocasião.
Carmem Silveira Oliveira, presidenta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), falou sobre ?A adoção como medida de proteção: um olhar a luz do Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária (PNCFC)?. Na ocasião, Carmem afirmou que o PNCFC propicia mais clareza aos mecanismos que são garantidos no processo de adoção. ?Laços sociais fragilizados e o PNCFC vêm recolocar a importância da família para as crianças. É preciso, principalmente, preparar as famílias para que estas cumpram as suas funções parentais?, disse a conferencista.
Em seguida, Marlizete Maldonado Vargas, psicóloga e pesquisadora da Universidade Tirandentes (UNIT-SE), falou sobre a ?Intervenção Institucional em abrigos: ações integradas e articuladas no município de Aracaju? , trazendo a realidade da capital sergipana no tocante as principais ações desenvolvidas por seu grupo gestor, que trabalha com a inclusão dos abrigados em projetos, supervisão clínica e capacitação de cuidadores.
A conferencista Vera Cardoso, coordenadora do Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Goiânia (GEAAGO), teve como tema ?A importância dos cursos preparatórios para a adoção: a experiência do GEAAGO?, apontando a sua missão, que consiste em apoiar e prepara futuros pais adotivos na construção de suas famílias. ?Nós não avaliamos, tampouco analisamos ou selecionamos quem pode ou não adotar uma criança ou adolescente e, sim, provocamos reflexões sobre as especificidades de uma família adotiva?, esclareceu Vera Cardoso.
Concluindo a mesa redonda, Edilene Freire Queiroz, psicóloga e pesquisadora do Serviço de Orientação à Filiação Adotiva (SOFIA), da Universidade Católica de Pernambuco, falou sobre ?O suporte psicológico na pré e pós-adoção: o Papel da Universidade? . Edilene Queiroz destacou para todos os presentes a importância da união entre Ensino, Pesquisa e Extensão para tratar da nova cultura da adoção no país.
Adoção por casal homossexual - A programação desta manhã foi encerrada com um emocionante depoimento dos pais adotivos Alessandro Faria e Kleomar de Oliveira, casal homossexual que compartilhou com o público a alegria de ter adotado duas crianças que há muito esperavam para serem adotadas em um abrigo de Goiânia. Na ocasião, os novos pais agradeceram o empenho de Mauricio Porfírio Rosa, Juiz da Infância e Juventude em Goiânia, que os ajudou na concretização da adoção.
Por Micarla Xavier - Ascom/TJPE
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