TRIBUNAL DE JUSTIÇA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL -
09.12..06
Morreu na madrugada deste sábado, 9, de parada cardíaca no Hospital da Unimed, o desembargador aposentado José Rodrigues de Ataíde. O corpo dele está sendo velado no Tribunal de Justiça e será sepultado às 17 horas de hoje no Cemitério Senhor da Boa Sentença em João Pessoa. O desembargador José Rodrigues de Ataíde era uma figura maravilhosa, cumpridor de suas obrigações e honrava não somente o Judiciário da Paraíba como também do Brasil, afirmou pela manhã, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Júlio Paulo Neto. Júlio Paulo Neto lamentou muito a morte do colega desembargador e acrescentou que um dos grandes méritos de José Rodrigues de Ataíde em toda a sua carreira de magistrado era também o respeito que dedicava as partes envolvidas nos processos que julgava. José Rodrigues de Ataíde estava internado a cerca de 15 dias fazendo tratamento de um câncer. Ele tinha 70 anos, tendo se aposentado por compulsória exatamente no último mês de maio. Antes de chegar a desembargador, ele foi juiz de direito na Capital e em algumas outras comarcas, entre elas, a de Jacaraú onde iniciou sua carreira.
Desembargadores falam de Ataíde
José Rodrigues de Ataíde sempre foi um homem sensato, um grande juiz e, sobretudo, uma pessoa extremamente estudiosa. Fomos grandes amigos e colegas desde a década de 60, comentou o desembargador aposentado Antônio Elias de Queiroga. Para o desembargador Raphael Carneiro Arnaud, a personalidade de Ataíde não pode ser traçada apenas por sua postura de magistrado. Ele possuía um espírito público extraordinário que sempre marcou sua vida. Eu o classifico como um verdadeiro franciscano descalço, por sua dedicação aos jurisdicionados, afirmou. O desembargador Jorge Ribeiro da Nóbrega disse que o desembargador Ataíde morreu, mas deixou um verdadeiro exemplo de juiz honesto, sábio e amigo. De acordo com o desembargador José Martinho Lisboa, o Tribunal de Justiça da Paraíba e a Magistratura nacional perderam um grande homem desde a aposentadoria da figura excepcional que era o desembargador José Rodrigues de Ataíde. O presidente eleito do TJ, Antônio de Pádua Lima Montenegro, frisou que o Poder Judiciário do Estado sabe fazer Justiça e que uma prova disso foi quando escolheu, por merecimento, o então juiz da Capital, José Rodrigues de Ataíde, para ocupar uma cadeira de desembargador. O desembargador Luiz Silvio Ramalho Júnior definiu Ataíde como um homem de espírito elevado. Ele era dotado de um espírito superior. Quem teve o prazer de sua convivência sabe da harmonia que ele trazia. Ele transpirava tranqüilidade. É uma perda irreparável para todos nós.
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