. Durou mais de quatro horas o interrogatório do acusado Antônio Sérgio Barata da Silva, denunciado pelo Ministério Público como autor da morte do menino de 4 anos, crime ocorrido em Bragança. A audiência foi realizada numa sala do Fórum Criminal de Belém, Plenário 'des. Orlando Vieira' por oferecer maior segurança ao réu, conforme decisão tomada pelo juiz Otávio dos Santos Albuquerque, da 2ª. Vara Penal da comarca jurisdição do crime. O promotor de justiça da comarca Edvaldo Pereira Sales participou da audiência e também interrogou o acusado, na presença de sua advogada de defesa Marilda Cantal.
Ao ser indagado sobre a denúncia que pesa contra si, o ex-oficial de justiça negou ter praticado o crime e afirmou que espera provar sua inocência durante a instrução criminal. O acusado disse que conhecia os familiares da vítima e que moravam em frente onde também mora a mulher Ana Consuelo Batalha. Ele contou que como os pais da vítima mudaram há um ano, se encarregou de levar as correspondências do casal até a nova casa dos antigos vizinhos.
A imprensa teve acesso ao local onde o acusado estava sendo ouvido, e pode fazer imagens da audiência, sob protesto da advogada, indeferido pelo juiz. Ele comunicou a defensora que não poderia impedir a publicidade do ato público da audiência, solicitando à imprensa somente que se mantivesse o mínimo de tempo no plenário e que as entradas fossem alternadas, para não prejudicar os trabalhos.
O acusado confirmou que esteve na casa dos avós da vítima no dia do desaparecimento do menino, mas afirmou não ter visto o a criança e que teria falado somente com a irmã da vítima. Ele disse que teria ido procurar pelo tio, mas que ele não estava, e que teria perguntado sobre os pais e foi então que a menina teria lhe respondido que os pais estariam em Fortaleza. Conforme a versão do acusado ele teria ido embora no seu carro e foi ao encontro de uma mulher, de nome Roseane com a qual estaria mantendo relacionamento amoroso, tendo permanecido em sua companhia até às 19h50.
A advogada está otimista e declara que o álibi do acusado pode muito bem ser comprovado. No final da audiência ela formalizou o pedido de liberdade provisória do acusado, que foi encaminhado ao promotor para se manifestar sobre o pedido. O próximo passo da Justiça será ouvir as testemunhas de acusação arroladas na denúncia, em audiência marcada para o dia 13 de junho, entre elas estão familiares das vítima.
Para a promotoria o interrogatório do acusado não apresentou nenhuma novidade. Assim como na Polícia ele negou o crime, em juízo, o que já era esperado, uma vez que vem o tempo todo negando, mas o promotor sustenta a acusação com base nas declarações prestadas pelas testemunhas, arroladas na denúncia. Ele explicou que pelas informações contidas em cada depoimento, uma se encaixando na outra apontam na direção do acusado como autor do crime. (Texto Glória Lima)
Link para a página original
7 de janeiro de 2009 as 20:41
Conheço o Sérgio e sei que ele não mataria ou cometeria qualquer tipo de violencia contra uma criança. Pelo que tomei conhecimento, não há nenhuma prova concreta contra ele, o que existe são suposições. De qualquer modo, eu espero que seja encontrado e exemplarmente punido o matador dessa criança.