O julgamento popular do radialista José Luiz Araújo, que responde pelas mortes dos irmãos Ubiracy e Uraquitan Borges Novelino que estava marcado para esta segunda-feira, 2, foi retirado da pauta das sessões de júri de junho, pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa. Em despacho, o juiz determinou à Secretaria da Vara aguardar a decisão do Tribunal de Justiça sobre a exceção de suspeição requerida pelo advogado César Ramos, que defende o réu.
O pedido para o júri de Araújo ser distribuído para outra vara, encontra-se com o representante do Ministério Público para emitir parecer. Após a manifestação ministerial o recurso retornará para análise e voto da desembargadora Vânia Silveira, relatora do recurso. A julgadora submeterá à apreciação dos desembargadores que compõe uma das Câmaras Criminais, órgão colegiado competente para julgar a suspeição levantada contra o juiz. A argumentação do advogado é a de que "o juiz seria amigo dos familiares da vítima e inimigo capital do réu".
Luiz Araújo foi julgado e condenado no primeiro julgamento, a 50 anos de reclusão em regime fechado, por participação na morte dos irmãos Novelino. Ele protestou por novo (recurso que está em vias de ser extinto do Código de Processo Penal, dependendo apenas da sanção do Presidente da República), por ter recebido uma pena superior a 20 anos.
O novo (segundo) júri do Radialista ocorrido em 15 de abril, foi suspenso e o Conselho de Sentença dissolvido após 12 horas de trabalhos, após a tribuna de defesa ter sido abandonada pelo advogado de defesa do acusado, que se sentiu cerceado e provocado pelos advogados que estão funcionando na assistência da acusação. (Texto: Glória Líma).
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