Começa na segunda-feira, 3, estendendo-se por toda a semana, o Movimento Nacional da Conciliação, que no Judiciário paraense vai mobilizar mais de 200 bacharéis e estudantes dos Cursos de Direito, só em Belém. Eles estão sendo preparados para buscar junto aos jurisdicionados os acordos conciliatórios em cada conflito de interesse. Juízes que atuam na varas e em juizados especiais também participarão da ação conjunta.
Hoje, mais de cem estudantes de Direito participaram da capacitação ministrada pelos juízes Wanderley Silva e Luana Santalices, no auditório do Fórum Cível da Capital ‘Desembargador Agnano Monteiro Lopes’. O juiz Marco Antônio Castelo Branco, diretor do Fórum Cível apresentou os juizes aos conciliadores voluntários.
Por quatro horas de exposição, os juízes procuraram orientar os conciliares sobre os procedimentos que precisam ser observados, desde o início às demais etapas numa conciliação. Os expositores destacaram o papel do conciliador, que não pode dar mais atenção para uma, em detrimento da outra parte, e procurar ouvir cada parte atentamente: “olhando, olhos nos olhos”, ressaltou a juíza. Ela procurou enfatizar que o objetivo da semana é ajudar as partes a encontrar uma solução aceitável para todos, “sem ser parcial e sem deixar que as partes se sintam pressionadas a fazer acordo”. No final da capacitação os magistrados exibiram um vídeo, mostrando na prática como fazer a conciliação.
As conciliações serão realizadas por toda a semana, nas varas da capital e nas instalações onde funcionam os Juizados Especiais, no horário de 9h as 12h e de 14h às 19h. As partes já convocadas previamente deverão comparecer no dia e horário indicado.
Maicon Mesquita, diretor de secretaria do Juizado do Consumidor I, presente à Capacitação informou que a demanda de reclamações é cada vez maior nesse Juizado, que atualmente tem cerca de 10 mil ações em processamento. A grande demanda se deve, segundo o servidor, a própria dinâmica da sociedade que, "diariamente realizamos ações envolvendo relações de consumo". Quando uma das partes dessa relação se sente prejudicada gera o conflito que chega a um dos três juizados existentes na Capital. Mas, para o funcionário a melhor solução é sempre a conciliação, o que deverá acontecer na semana, em cada órgão de Justiça. (Texto: Glória Lima).
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