Cerca de apenas três horas foi o tempo gasto na realização da primeira sessão eletrônica das duas Turmas Julgadoras Cível e Criminal dos Juizados Especiais, realizada nesta manhã (30), na sala da 3ª Câmara Cível do Tribunal. Sem utilizar o processo físico, com a eliminação total do papel, os juízes Ari Ferreira de Queiroz e Liliana Bittencourt, presidentes da 1ª e 2ª Turmas, conduziram o julgamento de 31 recursos utilizando o Processo Judicial Digital (Projudi), cujo resultado foi maior celeridade para magistrados, advogados e partes. Para o juiz Ari Queiroz, apesar de o Projudi constituir uma novidade nas Turmas Recursais, a informatização da Justiça é um "caminho sem volta". A seu ver, a experiência de hoje atendeu a todas as expectativas e deu mais rapidez à prestação jurisdicional. "O impacto com a operacionalização do novo programa é natural e as resistências ás mudanças são inerentes do ser humano. No entanto, os benefícios trazidos pelo Projudi são incontestáveis, como a simplificação de procedimentos e a ausência do papel, que contribui inclusive para a preservação do meio ambiente, tema de grande importância e debatido no mundo inteiro", enfatizou.
Para Liliana Bittencourt, entre os vários benefícios do Projudi está a transparência aliada à celeridade. "A facilidade de compreensão implementada por meio do sistema é uma vantagem importante e muito interessante. Acredito que a celeridade seja um instrumento valioso, mas essa linguagem simplificada e a transparência dos atos processuais é um avanço excepcional", frisou. Com relação à dificuldade enfrentada por alguns juízes, advogados e partes na utilização do Projudi, a juíza acredita que a maioria já está familiarizada com o processo digital. "O Projudi é um sistema acessível e grande parte daqueles que o utilizam diretamente estão bem ambientados", afirmou. Explicando a diferença entre o funcionamento de uma sessão de julgamento comum e aquela que utiliza o Projudi, Antônio Pires de Castro Júnior, diretor de informática do TJ-GO, ressaltou alguns aspectos de grande relevância como a análise das peças processuais, que pode ser feita paralelamente pelos juízes. "O acompanhamento do relator é compartilhado e todo feito em tempo real. Além disso, o ambiente é mais limpo e organizado e as sustentações orais são gravadas", observou.
Ao saudar os magistrados e demais presentes, o desembargador José Lenar de Melo Bandeira, presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que compareceu à solenidade, disse estar impressionado com o avanço do sistema e desejou a todos sucesso na nova empreitada. Também estiveram presentes à sessão o desembargador Jamil Pereira de Macedo, presidente da Comissão de Informatização; juiz Carlos Alberto França, diretor do Foro de Goiânia; e Elizabeth Machado Côrtes, diretora-geral do TJ-GO. (Myrelle Motta)
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