O julgamento do bispo Luiz Carlos de Oliveira Penha, da Igreja Cosme e Damião e de seu filho Luiz Cláudio de Souza Penha foi adiado mais uma vez hoje (30), em razão da ausência do defensor deles, advogado Marcondes Gonçalves. Lamentando o fato e dizendo que tal situação já era prevista - vez que o bispo vem procurando protelar seu julgamento de várias formas - a presidente do 1º Tribunal de Júri de Goiânia, juíza Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira, designou o próximo dia 11 de dezembro, às 8h30 para nova sessão, e desmembrou o caso dando início ao júri de Rodrigo Gonçalves da Silva, que até o momento (17h02) ainda está ocorrendo.
Alegando não ter tido tempo de se preparar para realizar a defesa de Luiz Carlos e Luiz Cláudio,o advogado protocolou petição na tarde de ontem, informando à juíza da sua impossibilidade de participar da sessão. Carmecy determinou então que ele permanecesse no caso pelo prazo de 10 dias, período no qual os réus deveriam constituir novo advogado.
Recusando-se, contudo, a permanecer sob a defesa de Marcondes, Luiz Carlos chegou a afrontar a juíza dizendo ter o direito à ampla defesa, momento em que ela concedeu-lhe 24 horas para constituir outro defensor e, por precaução, nomeou o advogado Eliezer Lima de Barros para atuar no caso. O bispo Luiz Carlos, seu filho Luiz Cláudio e Rodrigo - juntamente com Lourival Rodrigues da Silva, Joaquim Pereira Sampaio e Maria Zilda Sardinha, já condenados - foram acusados de matar a ex_mulher do bispo, Eliane Honório, em 25 de abril de 2001, em uma chácara às margens do Rio Meia Ponte, nas proximidades do Recanto das Minas Gerais, Vila Galvão. Além do homicídio, respondem por seqüestro, cárcere privado, tortura e formação de quadrilha. (Patrícia Papini)
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