Uma mudança na metodologia fez com que o mutirão de adoção promovido hoje pela Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Itabuna terminasse bem antes do previsto. A participação de duas escrivãs, uma encarregada exclusivamente dos depoimentos e outra das sentenças, deu celeridade ao julgamento dos processos, possibilitando o fim dos trabalhos às 15:30h.
Foram realizadas 17 audiências, que estavam marcadas para acontecer a partir de maio do ano que vem. Uma delas envolveu uma criança de cinco meses que foi entregue com apenas três dias de vida por um motoboy dentro de uma caixa a uma senhora que desconhecia o teor e a procedência do presente. Passado o susto e já afeiçoada ao bebê, esta senhora entrou com um processo de adoção e, com a iniciativa da Vara, pôde regularizar mais rapidamente a situação.
Segundo o juiz da Vara da Infância e da Juventude, Marcos Bandeira, muitos dos processos julgados hoje resultaram da Campanha Acolha uma Criança, que tem como objetivo estimular casais a levarem, sem compromisso, crianças de abrigos e orfanatos para passar finais de semana em suas casas e experimentar a vida
A idéia de realizar um mutirão de adoção surgiu após a experiência bem-sucedida de outro mutirão, desta vez, promovido pela Vara de Execuções Penais há cerca de três semanas no Conjunto Penal de Itabuna. Segundo o juiz Marcos Bandeira, que também acumula a função de juiz da Vara de Execuções Penais, este mutirão resultou na concessão de benefícios a 45 detentos em um único dia e um próximo já está marcado para 19 de dezembro.
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