Depois de 10 meses de um curso com aprendizagem diversificada, 70 adolescentes receberam certificado de conclusão, conferido pelo 19º Batalhão de Caçadores, dentro do Projeto Caminhar, desenvolvido em parceria com o Tribunal de Justiça, por meio da 1ª Vara da Infância e da Juventude. Os certificados foram entregues pelos pais ou responsáveis dos adolescentes, excetuando-se Rafael de Oliveira Santos e Ânderson de Jesus, alunos-destaques, que receberam o certificado das mãos do corregedor geral, desembargador Luiz Fernando Ramos (representando o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra), e do juiz Salomão Resedá, da Vara da Infância e da Juventude.
Resedá destacou ser "preciso caminhar sempre", aludindo à denominação do projeto e acrescentando que todos os parceiros envolvidos, a Base Naval de Aratu, o 19º BC ou a Base Aérea, oferecem trilhas para os meninos se desenvolverem como cidadãos. Citando o Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus, observou que "cada um que faça algo por um destes pequeninos".
O comandante do 19º Batalhão de Caçadores, coronel Moura, ao se referir ao projeto, disse "que tudo começa e termina na família", acrescentando que "estamos como colaboradores e esperamos ter de fato contribuído para a cidadania da turma". Reforço escolar, aulas de cultura baiana ministradas por integrantes do bloco afro Ilê Aiyê, curso de capoeira com o mestre Nal, instruções de ordem unida, esporte, iniciação religiosa coordenada pela Legião da Boa Vontade são, em linhas gerais, o conteúdo programático do curso que anualmente se repete, contemplando novos meninos em situação de risco.
Criado em 1996, o Projeto Caminhar tem por objetivo transmitir proposta socioeducativa a garotos entre 13 e 17 anos, buscando resgatar a auto-estima, possibilitando perspectivas no mercado de trabalho.
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