O ministro Antônio de Pádua Ribeiro, corregedor nacional de Justiça, estará amanhã na cidade do Rio de Janeiro, onde, a partir das 10h da manhã, fará palestra no auditório Ministro Evandro Gueiros Leite, no terceiro andar do prédio do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no centro. A conferência é fruto de convite feito ao ministro pela Escola da Magistratura daquele estado e será dirigida aos juízes federais substitutos recém-nomeados, que tomaram posse agora em agosto, bem como aos magistrados federais de primeiro e segundo graus e aos servidores vinculados ao TRF da 2ª Região. O tema da exposição do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) será o Poder Judiciário e o Conselho Nacional de Justiça e, em sua palestra, o ministro vai enfocar a crise de legitimidade do Estado brasileiro e seus reflexos sobre os Poderes da República, especialmente seus efeitos sobre o Judiciário. O ministro Antônio de Pádua Ribeiro vai falar sobre as atribuições e expectativas geradas pela criação do Conselho Nacional de Justiça, introduzido na estrutura do Poder Judiciário pela Emenda Constitucional 45, de dezembro do ano passado. Ele tem defendido uma atuação do CNJ no sentido de traçar políticas e implantar gestões mais modernas nas várias ilhas que compõem hoje o Poder Judiciário, de maneira a reduzir os custos, aumentar a eficiência e a produtividade, dar maior celeridade e eficácia ao processo judicial e aproximar a Justiça da sociedade brasileira. Corregedor nacional de Justiça, o ministro Antônio de Pádua Ribeiro é mineiro e tem 63 anos. Foi indicado para o cargo pela maioria absoluta do Plenário do Superior Tribunal de Justiça, durante sessão realizada em dezembro do ano passado. Foi ministro do extinto Tribunal Federal de Recursos de 1980 até a instalação do STJ, em 7 de abril de 1989. Neste Tribunal, foi corregedor-geral da Justiça Federal e da Justiça Eleitoral, tendo presidido o STJ e o Conselho da Justiça Federal no biênio 1998/2000. Foi presidente da comissão que atuou junto à Assembléia Nacional Constituinte em 1988, de cujo trabalho resultou a criação do Superior Tribunal de Justiça e dos cinco Tribunais Regionais Federais. Presidia a Comissão de Jurisprudência do STJ e integrava a Terceira Turma e a Segunda Seção da Corte
responsável por apreciar os processos que envolvam matéria de Direito Privado. Atualmente, em razão de sua nomeação para o cargo de corregedor nacional de Justiça, compõe o Plenário e a Corte Especial do Tribunal. Viriato Gaspar (61) 3319-8586
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