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Alunos do Paranoá pedem o apoio do STJ na luta pela paz

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Por: Superior Tribunal de Justiça
Data de Publicação: 28 de novembro de 2003
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Alunos do Centro Educacional Darcy Ribeiro, do Paranoá, pediram hoje (28) o apoio do Superior Tribunal de Justiça no combate à violência. Com a apresentação da música "A Maneira Inteligente de Fazer Justiça", mostraram a importância dos trabalhos desenvolvidos pelo Tribunal junto à comunidade e ressaltaram a relevância da participação do Judiciário na construção da cidadania. Os alunos do Paranoá se apresentaram como parte das festividades de encerramento do "Programa Museu-Escola" e "O Despertar Vocacional Jurídico", em que compareceram o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Nilson Naves, o arcebispo de Brasília, Dom Freire Falcão, e alunos de escolas públicas e privadas de Brasília. O Programa Museu-Escola é destinado a estudantes de sétima série do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio e seu objetivo é ensinar passos básicos para o exercício da Justiça. Segundo o presidente do STJ, é uma prova do compromisso do Tribunal com a comunidade. "Com esses projetos percebe-se que o Superior Tribunal de Justiça não está respondendo de forma negligente ao que se passa na sociedade", afirmou ele. Naves chamou as atividades desenvolvidas pelo STJ de verdadeiras campanhas de esclarecimento. "O STJ está educando", garantiu ele. Para o professor de Artes da escola do Paranoá, João Braga, a oportunidade oferecida pelo Tribunal é singular. "Os alunos da periferia precisam de auto-estima", disse ele. "É importante eles entrarem aqui como são, com suas roupas e sua linguagem". Braga vibrava quando da apresentação dos alunos de sua escola. "O Programa Despertar Vocacional Jurídico" é voltado para alunos de terceiro ano do ensino médio. O objetivo é esclarecer adolescentes sobre o funcionamento do Poder Judiciário e sobre o trabalho daqueles que escolhem o Direito como profissão. Foram apresentados na festa de encerramento alguns esquetes de estudantes de várias escolas que visitaram o STJ no último ano. Como resultado das atividades realizadas pelos dois programas durante o ano, foi montada uma exposição denominada "Mostra Lúdica 2003", que pode ser vista até o dia 16 de dezembro, de segunda a sexta de 9 às 19h. São centenas de trabalhos expostos. Alguns deles premiados. O Banco do Brasil ofereceu R$ 250 para os oito melhores trabalhos, que serviram de base para a confecção de cartões postais e marca-livros. Para o professor Francisco Alves, do Centro de Ensino n.º 103, de Santa Maria, o STJ ofereceu conhecimento para os alunos que ele também não conhecia. "Nunca tinha vindo aqui e aproveitei muitas informações". De acordo com a professora de Artes, Eliseuda Silva de França, do Centro de Ensino 10, de Ceilândia, os programas do STJ rompem com a idéia de que o Judiciário não se aproxima da população. "Por meio de visitas ao Tribunal, o aluno se apercebe do impacto das decisões aqui tomadas", disse ela. Catarina França (61) 319-6516 Íntegra dos discurso proferido pelo presidente do STJ, ministro Nilson Naves: MOSTRA LÚDICA DOS PROJETOS EDUCATIVOS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA O Superior Tribunal de Justiça tem a satisfação de abrir esta Mostra Lúdica, por meio da qual serão divulgados ao público interno e ao externo os resultados de dois projetos desenvolvidos pela Secretaria de Documentação, coordenados pela Divisão de Memória Cultural e executados pela Seção de Divulgação Cultural, que revelam o compromisso desta Corte com a sociedade: o Museu-Escola e O Despertar Vocacional Jurídico. Levantamentos divulgados recentemente constataram que inúmeras pessoas ainda não sabem diferenciar as funções do juiz e do promotor público; várias elas declararam não saber o que um bacharel em direito deve fazer para tornar-se juiz de direito. Das principais conclusões das pesquisas, lembro a que afirma ser bastante revelador "o grande desconhecimento da população, o que merece campanha de esclarecimento". Se esses dados, por um lado, causam impacto, por outro, só confirmam a importância do instrumento político que tem usado esta Corte para fortalecer a cidadania: o diálogo com a sociedade. Prova disso é que o Superior Tribunal de Justiça não tem respondido a essa situação com voz negligente. Ao contrário, ele sai na frente e, promovendo mais que uma campanha de esclarecimento, está educando e contribuindo para que os estudantes conheçam o Poder Judiciário

o que lhes permitirá fazer escolhas profissionais conscientes

e um pouco de sua história, sempre mediante a inserção dos jovens no dia-a-dia do funcionamento do Tribunal, dando-lhes a oportunidade de, fora do ambiente tradicional da escola, ampliar sua vivência e conhecimentos. Após o cumprimento do roteiro planejado, são os participantes dos projetos convidados a expressar criativamente a sua aprendizagem. E o resultado que vimos apreciar só reforça nossa esperança na juventude brasileira: dêem-lhes asas e aprenderão a voar. O programa Museu-Escola, que teve início ainda em 2001, atendeu no total 14.467 alunos de escolas públicas e particulares do Distrito Federal; O Despertar Vocacional Jurídico, lançado em outubro do ano passado, já apresenta resultados surpreendentes: em pouco mais de um ano, orientou 3.116, também das redes pública e particular de ensino. A repercussão desse trabalho tem ultrapassado as fronteiras do Distrito Federal, recebendo aprovação de todos. Considere-se que as Secretarias de Educação dos Estados do Mato Grosso do Sul, Sergipe, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí solicitaram informações mais detalhadas, para estudar a viabilidade de implantar projetos nos mesmos moldes naquelas unidades da Federação. Outros Estados se manifestaram acerca do projeto, interesse que é mais um atestado da qualidade do trabalho, entre cujos objetivos primordiais encontra-se a construção de uma consciência de cidadania, de justiça e de reconhecimento do papel do Poder Judiciário. Mais uma vez, o Superior Tribunal desponta, no cenário nacional, como fonte de idéias originais, sobretudo como referência para outros órgãos, e isso graças à criatividade dos servidores. Como estou falando de conquistas, de qualidade, de criatividade, lembro que agora teremos a oportunidade de comprovar tais atributos com a apresentação de alguns trabalhos, escolhidos entre tantos de alto valor. Encerro com meus cumprimentos à equipe que planejou e executou as ações deste ano, à Secretaria do Tribunal, responsável por todo o apoio necessário, e, principalmente, parabenizo aqueles a quem os projetos foram destinados e que deles tiraram o melhor proveito, aumentando, com os conhecimentos que aqui receberam, o tesouro com o qual construirão seu futuro.

 

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