Rio de Janeiro (RJ) - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal, ministro Paulo Costa Leite, participa nesta segunda-feira (18), no Rio, da apresentação ao público das obras de restauração da antiga sede do Supremo Tribunal de Federal, atual Palácio da Justiça Federal. Último prédio integrante do conjunto arquitetônico representativo do início do século a ser restaurado, o antigo prédio do STF compõe o corredor cultural do Rio, ao lado do Museu Nacional de Belas Artes, da Biblioteca Nacional, do Teatro Municipal e do Palácio Pedro Ernesto, que abriga a Câmara de Vereadores da cidade. A obra de restauração e ampliação foi iniciada em setembro de 1994, a partir de um convênio firmado entre o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, a Caixa Econômica Federal e o Instituo Herbert Levy. Depois de apresentado ao Ministério da Cultura, o projeto de restauração foi aprovado no âmbito da Lei Federal de Incentivos à Cultura (Lei Rouanet). Além das restaurações artística e arquitetônica, a recuperação do prédio demandou reforço na parte estrutural e instalações técnicas de ar-condicionado central, elevadores, banco de dados, iluminação, hidrantes e sanitários públicos. Na parte artística, os restauradores trabalharam na pintura de paredes, medalhões e painéis da sala de sessões, estes últimos de autoria de Rodolpho Amoedo. O projeto de ocupação prevê a instalação de um Centro Cultural destinado à divulgação e ao estudo das ciências jurídicas, tornando acessível à comunidade o importante acervo bibliográfico e documental da Justiça Federal. Houve instalação de vestiários, camarins e sala de administração para o viabilizar o funcionamento do teatro. Projetado pelo arquiteto Adolpho Morales de Los Rios, prestigiado arquiteto na virada do século, o prédio, localizado na Avenida Rio Branco, 241, foi concebido inicialmente para ser o Palácio Arquiepiscopal. Adquirido pelo Governo Federal, foi adaptado para servir de sede à mais alta corte de Justiça do País. Inaugurado em 1909, o prédio foi sede do Supremo Tribunal Federal por 51 anos, até a mudança da capital do País para Brasília, quando foi cedido à Justiça Estadual. Depois disso, foi ocupado pela Justiça Federal até 1987, quando um desabamento parcial do forro do saguão principal provocou sua interdição. O presidente do TRF da 2ª Região, desembargador Alberto Nogueira ressaltou a importância da obra de restauração de um prédio que é um verdadeiro marco da história republicana brasileira. As obras de restauração estão sendo coordenadas pelo engenheiro José Carlos Barbosa de Oliveira.
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