O Papel dos Organismos Internacionais no Combate à Lavagem de Dinheiro foi o tema discutido hoje à tarde (29), em continuidade ao II Seminário Internacional sobre Lavagem de Dinheiro que está sendo realizado no auditório do Superior Tribunal de Justiça. A primeira palestra foi proferida por Gil Galvão, presidente do Grupo de Ação Financeira sobre Lavagem de Dinheiro
GAFI, e a segunda ficou por conta de Francisco Thoumi, representante do Global Programme Against Money Laudering, da Organização das Nações Unidas. Gil Galvão falou das 40 recomendações criadas pelo GAFI, com princípios de aplicações generalizadas no sentido de se impedir que a tentativa de ocultação de dinheiro obtenha êxito e destacou, para isso, a importância da cooperação interna e internacional, uma vez que os casos são geralmente internacionais: São problemas globais que exigem soluções globais. O ponto alto do painel foi a palestra do economista Francisco Thoumi que discutiu o conceito de lavagem, sua ligação com a corrupção e o desenvolvimento econômico e o que está sendo feito pela Organização das Nações Unidas para combater o problema. Para ele, a lavagem de dinheiro acaba sendo uma apropriação de verbas sociais: Se um país quer participar ativamente do século XXI e adquirir uma alta tecnologia tem que parar de transferir recursos. Por isso a luta contra a lavagem é uma luta em prol do desenvolvimento. A ONU tem realizado trabalhos de conscientização em busca de cooperação técnica entre os países, no sentido de prevenir a lavagem e fortalecer as instituições que enfrentam o problema. Francisco Thoumi alertou para o fato de o Brasil, por ser um país de dimensões continentais, ser bastante atraente para a lavagem de dinheiro pois a transferência de valores torna-se mais fácil, o contrário do que ocorre na Colômbia, onde para se lavar de 20 a 30 milhões de dólares é necessário ter um poder de suborno maior.
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