O ministro Antônio de Pádua Ribeiro, presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, abriu, hoje (29) pela manhã, o II Seminário Internacional sobre Lavagem de Dinheiro, destacando que o combate à atuação de organizações criminosas envolve o controle de entidades financeiras e a ação conjunta de diferentes instâncias governamentais, bem como a cooperação das empresas privadas, cujas atividades não podem ignorar as leis nem a ética. Ao falar sobre a importância de se discutir o tema, Pádua Ribeiro ressaltou que se não forem severamente coibidas as ações ilícitas, ficarão comprometidos de forma indelével os valores que embasam as noções de uma sociedade justa e igualitária, além de ser aviltada a dignidade do cidadão. Para o ministro, torna-se imperioso que, na construção do Estado democrático de direito, prevaleçam as leis, e não seja vencedor quem a elas se opõe. O presidente do STJ lembrou ainda que o mundo passa por rápidas transformações, sendo inaceitáveis práticas ortodoxas e a omissão, que só colaboram para o sucesso, cada vez maior, de criminosos de alta periculosidade para a sociedade, o que não se pode conceber. Na oportunidade, estavam presentes à mesa, a presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda, Adrienne Senna; o ministro Nelson Jobim, do Supremo Tribunal Federal; o ministro Hélio Mosimann, coordenador do CJF e diretor do Centro de Estudos Jurídicos, e o vice-presidente do Banco Rural, José Augusto Dummond. O II Seminário Internacional sobre Lavagem de Dinheiro é uma promoção conjunta do Centro de Estudos Jurídicos, do Conselho da Justiça Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério da Fazenda e da Escola Nacional da Magistratura. O evento acontece nestas segunda e terça-feira, quando serão realizados vários painéis, pela manhã, das 8h às 11h40, e à tarde, das 14h às 17h40, sempre no auditório do Tribunal.
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