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Especialistas apontam caminho para a solução do crime organizado

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Por: Superior Tribunal de Justiça
Data de Publicação: 29 de novembro de 1999
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O consultor financeiro norte-americano, Stanley Morris, o especialista francês, Jean François Mourot e o diretor do banco alemão, Karl-Heinz, falaram hoje à tarde no Seminário Internacional sobre Lavagem de Dinheiro, que acontece no Superior Tribunal de Justiça até amanha. O evento está sendo uma excelente oportunidade para profissionais trocarem experiências sobre um assunto complexo e instigante como a solução para o crime organizado. Stanley Morris, um dos ex-articuladores do governo dos Estados Unidos para combater o crime organizado, falou da experiência norte-americana a partir dos anos 20. Ele abriu a palestra lembrando as artimanhas de Al Capone, retratadas pelo filme Os Intocáveis, para driblar a polícia de Chicago. Embora todos soubessem que ele era um criminoso, nada se podia fazer contra ele porque não havia provas, disse. Al Capone acabou infernizando a vida do presidente Herbert Hoover e foi preso não pelos crimes que organizou, mas por não pagar impostos. Segundo Morris, encontrar todas as provas contra um suspeito é uma das tarefas mais difíceis no combate ao crime organizado, pois é preciso desvendar todas as peças de um quebra-cabeça altamente complexo. Dentre os dez mandamentos enumerados pelo consultor para reprimir o crime estão facilitar a rede de informações do governo, tornar a lavagem de dinheiro um crime previsto em lei e desenvolver um programa de prevenção. O governo francês, de acordo com o especialista, Jean François Mourot, está centrando as energias na chamada declaração de suspeitas um mecanismo que facilita as denúncias e obriga os bancos a prestar informações ao governo. No início os bancos tiveram resistência em fornecer dados sobre os clientes, mas agora isto se processa de uma forma tranqüila. Karl-Heinz, diretor de Controle Interno do Dresdner Bank, ressaltou que qualquer relação insegura pode ser relatada como um transação suspeita na Alemanha. Uma notícia na imprensa é o suficiente para abrir uma investigação. Para ele, todos os empregados de um banco devem conhecer quais as táticas de lavagem de dinheiro, para que estes possam denunciar transações nebulosas. Os bancos alemães já não querem dinheiro sujo nem clientes criminosos, diz. O sigilo bancário é uma questão importante debatida no evento. Isto porque o Congresso Nacional ainda está discutindo se a quebra do sigilo de clientes afeta o direito à privacidade. Um outro ponto importante para o país é a participação de todas as nações no combate ao crime organizado. O relatório final da CPI do Judiciário recomenda a celebração de acordos internacionais para apuração de lavagem de dinheiro.

 

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