O artista plástico Márcio Fonseca Scherer, acusado de roubar e matar o empresário João Alberto de Azevedo Saboya, em março deste ano, em Nova York, entrou com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Scherer está preso, desde 29 de abril, no Presídio da Frei Caneca, localizado no Centro do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia do Ministério Público estadual, há fortes indícios contra o réu: o circuito interno de TV do hotel Waldorf Astorja registrou a entrada e saída de Scherer do quarto, onde ninguém mais teria entrado até o segurança encontrar o empresário morto, tendo sumido também quase 30 mil dólares e algumas jóias. Márcio também teria antecipado seu retorno ao Brasil de domingo para o sábado e, logo que chegou ao Brasil mudou-se de casa, de cidade e até de estado, o que, segundo a denúncia, teria tornado mais fortes os indícios contra ele. No dia 17 de novembro último, os advogados entraram com um pedido de habeas corpus, que foi negado pela Primeira Câmara Criminal do Rio de Janeiro. Então, os representantes de Scherer, mesmo sem ter recorrido junto ao Tribunal do Rio, entraram com o pedido de liminar em habeas corpus no STJ, que será apreciado nas próximas horas pelo presidente do Tribunal, ministro Antônio de Pádua Ribeiro. Os advogados alegam que a prisão imposta ao réu não se justifica, pois Scherer é primário, apresentou-se às autoridades policiais e judiciárias espontaneamente e possui residência e trabalho fixos. Além disso, segundo o pedido, a prisão seria ilegal e estaria excedendo um prazo razoável. Segundo a defesa, Scherer está preso há 200 dias, e o processo ainda está na fase de depoimentos das testemunhas, sendo que uma, inclusive, mora no exterior.
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