A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, o recurso de habeas corpus do professor Péricles Fulgêncio Andrade, que se encontra preso devido às acusações de prática de sadismo e vampirismo contra adolescentes, na cidade de Araçuaí
MG. Segundo a denúncia, o professor mantinha relacionamento homossexual com dois adolescentes, de 15 e 17 anos. Freqüentemente, os rapazes eram convidados, em troca de dinheiro, para ir a matagais ou terrenos baldios onde praticavam sexo oral e atos de sadismo. O próprio professor teria registrado através de fitas de vídeo e fotografias, cenas dos adolescentes sendo perfurados nos braços, pernas, pênis e nádegas com agulhas hipodérmicas. Além disso, haveria registros dos adolescentes sendo mordidos pelo professor, que também retirava o sangue dos rapazes para fins até agora ignorados. Péricles Fulgêncio alega que sua prisão preventiva teria sido decretada apenas pelo fato de fazer parte de uma família de renome, uma vez que ele é trabalhador, tem residência fixa e não possui antecedentes criminais. O professor também afirma que as pretensas vítimas são rapazes não mais influenciáveis, sendo que um deles, inclusive, teria título de eleitor, o que comprovaria sua capacidade de discernimento. Para o ministro Fernando Gonçalves, relator do processo, a acusação que pesa sobre o professor é gravíssima, revelando perversão e insensibilidade moral, o que já fundamentaria o pedido de prisão. Além disso, os atos praticados provocaram grande comoção social na cidade, ameaçando a ordem pública, principalmente em relação à integridade física do próprio acusado. Deste modo, estaria justificada a permanência do professor na cadeia pública de Araçuaí.
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