Belém (PA), 01/12/2007 ? O diretor-tesoureiro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ex-presidente da Seccional da OAB do Pará, Ophir Cavalcante Junior, comparou a situação conturbada vivida por seu Estado, sempre às voltas com denúncias de desrespeito a direitos humanos de toda ordem - a última foi a da adolescente de 15 anos presa com 20 homens em Abaetetuba -, com a época da colonização do Oeste dos Estados Unidos.
?O que acontece hoje No Pará, sobretudo em seu interior, é muito semelhante ao faroeste americano, onde o que impera é a lei da selva?, afirma Ophir, apontando como principal responsável por essa situação o governo federal, ?que tem sido o grande omisso, que não tem políticas públicas para um Estado de dimensão continental como o Pará?.
O dirigente da OAB Nacional disse temer que, diante das freqüentes denúncias de desrespeito a direitos humanos, com repercussões inclusive na mídia internacional, cresçam movimentos pela internacionalização da Amazônia e pela redivisão do Estado. Na opinião dele, para fazer frente a essas pressões e ameaças, o governo brasileiro deve responder de forma articulada e organizada, ?e não reagir retoricamente como sempre fez, mas com políticas públicas para assentamento do homem nessa região, para seu desbravamento de uma forma equilibrada e que preserve o meio ambiente?.
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Ophir: Pará vive clima de faroeste por omissão do governo"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.