São Luis, 17/12/2005 - O ex-soldado da Polícia Militar do Maranhão, Gilvan Pereira Varão, 40 anos, foi confirmado pelo delegado Rodson Almeida como o autor do assassinato do advogado Valdecy Ferreira da Rocha, 52 anos, crime ocorrido dia 30 do mês passado em frente à Prefeitura, no centro da cidade de Imperatriz. O acusado, preso há mais de uma semana em Itinga por participação em assalto a banco e formação de quadrilha, teve a sua prisão preventiva requerida à Justiça, agora por homicídio.
De acordo com o delegado que comanda as investigações, testemunhas reconheceram Gilvan como o homem que atirou na cabeça do advogado. As declarações das pessoas que presenciaram o crime foram tomadas a termo e submetidas a reconhecimento pessoal na presença de dois advogados designados pela OAB local para acompanhar o inquérito.
A motocicleta que teria sido usada na fuga encontra-se apreendida no pátio da delegacia, assim como dois revólveres, uma pistola e um fuzil que estavam em poder de Gilvan quando de sua prisão. Todas as armas foram encaminhadas para perícia no Instituto de Criminalística, em São Luís. A arma usada no crime seria um revólver calibre 38 especial, segundo suspeitas da polícia.
Rodson Almeida disse que ainda não foi possível saber quanto custou o crime, quem o ?encomendou? e a identidade do homem que pilotava a moto para o pistoleiro. Um dos obstáculos nesse trabalho é a constante negativa do acusado. Mesmo com a confirmação da autoria, o delegado ainda não sabe se vai conseguir esclarecer totalmente o crime em um mês, prazo estabelecido por lei ou pedirá prorrogação. ?Pretendo encerrar o inquérito quando tivermos elementos que justifique o encerramento. Enquanto existirem dúvidas, vamos continuar investigando, obedecendo os prazos legais?, frisou o delegado. Ele já teria suspeitos de mandante do crime.
De acordo com a policia, Gilvan já esteve preso por sete anos, por crime de homicídio, e deverá ser pronunciado a Júri Popular nos próximos meses. O acusado responde ainda por um homicídio em Açailandia e por crime de porte ilegal de arma e formação de quadrilha. ?Trata-se de um elemento perigoso, que foi expulso da PM a bem da disciplina, e que há muito tempo vinha sendo monitorado?.
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