O senador Fernando Collor (PTB-AL) aplaudiu a terceira encíclica lançada recentemente pelo papa Bento XVI, intitulada Cáritas in Veritáte (O Amor na Verdade ), na qual ele prega o "desenvolvimento integral", no qual o objetivo é o homem. Para ele, a encíclica "é instigante" e vem num momento de crise econômico-financeira no mundo.
Collor observou que, no pensamento do Papa, as instituições sozinhas não bastam, havendo necessidade de valores centrados na dignidade da pessoa humana, na ética, na fraternidade. Sem isso, continuou, há o desenvolvimento que beneficia materialmente a poucos e, no final, acaba por justificar "a exploração do homem pelo homem".
- O pontífice introduz o tema da humanização da economia, dos mercados, dos fluxos de capitais, da atividade empresarial e dos macroprojetos econômicos dos Estados nacionais. O Papa chama atenção para o fato de que o exclusivo objetivo do proveito, do lucro, sem ter em mente o bem comum como fim último, ameaça destruir riquezas e criar pobrezas. O homem, e não o lucro, tem que ser a prioridade; o homem, e não o mercado, tem que ser a finalidade - afirmou.
Depois de assinalar que o Papa não se opõe à globalização e nem à economia de mercado, Fernando Collor lembrou que ele lamenta em sua encíclica que a competição desenfreada, desatenta à dignidade da pessoa humana, tem levado à supressão de vários direitos dos trabalhadores e ao desmantelamento do estado de bem-estar social.
Collor disse ainda que Bento XVI sustenta que não apenas o mercado deve voltar-se para os princípios da ética social, mas especialmente as empresas, cuja gestão não deveria atender somente aos lucros dos donos, mas buscar sempre sua função social.
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