No começo da sessão deliberativa, o senador Marco Maciel (DEM-PE) apresentou requerimento de voto de pesar pelo falecimento do empresário Olavo Egydio Setúbal, que morreu aos 85 anos, nesta quarta-feira (27), em São Paulo.
O requerimento foi subscrito por 26 integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pelos senadores Gérson Camata (PMDB-ES), Mão Santa (PMDB-PI), Paulo Paim (PT-RS), Papaléo Paes (PSDB-AP), Gilberto Goellner (DEM-MT), Alvaro Dias (PSDB-PR), José Nery (PSOL-PA) e Jefferson Praia (PDT-AM), que assinaram o documento em Plenário.
Em seu discurso, Marco Maciel lembrou que Olavo Setúbal participou ativamente da transição do autoritarismo para o estado democrático de direito no Brasil, assinalando que o empresário foi um dos subscritores do pacto constitutivo da Aliança Democrática, que reuniu políticos de vários partidos em torno da eleição indireta de Tancredo Neves e José Sarney para a Presidência e a Vice-Presidência da República, em 1985. Setúbal seria o primeiro ministro das Relações Exteriores do governo Sarney (1985-1989).
- Olavo Setúbal foi uma pessoa que honrou as funções que exerceu, quer na iniciativa privada, mas quer, sobretudo, no serviço público. Era uma pessoa extremamente culta e, além disso, era humanista no sentido de ter uma compreensão ampla dos problemas não somente do mundo, mas, especificamente, do Brasil. Para ele, nada do que era humano lhe era estranho, para parafrasear o poeta latino Terêncio - concluiu Marco Maciel.
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