O senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou, em discurso nesta quinta-feira (30), o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, celebrado no dia 25 de novembro, destacando a "grandeza insuperável" das mulheres, sua força e capacidade de superação. A data foi uma das que foram comemoradas pela manhã em sessão solene do Congresso Nacional. Ele homenageou as mulheres pela "batalha travada dia após dia" contra a violência e pela ampliação de seus espaços na sociedade.
- A sociedade patriarcal brasileira sempre delegou poderes extremos ao homem, exigindo das mulheres a dedicação ao lar e aos afazeres domésticos. Para mudar esse quadro, foi necessário lutar muito. Mulheres cheias de vida e de vontade foram libertando suas vozes para que o mundo se conscientizasse da presença e da importância delas no contexto social - disse o senador.
Paulo Paim relembrou a trajetória da emancipação política das mulheres no Brasil, desde a garantia do direito ao voto, em 1932, à disputa pela Presidência da República, em 2006, pela senadora Heloísa Helena (PSOL-AL). Destacou a criação, no primeiro dia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, voltada ao desenvolvimento de ações conjuntas para a incorporação das especificidades das mulheres nas políticas públicas, bem como ao estabelecimento das condições necessárias ao exercício pleno de sua cidadania.
O senador citou dados de pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a respeito das mulheres que sustentam seus lares. O instituto averiguou que essas mulheres representam quase 30% das mulheres que trabalham no país. Elas, geralmente, moram sozinhas com os filhos, têm 40 anos ou mais, estudam menos, enfrentam jornada de trabalho mais longa e ocupam empregos mais precários, com maior nível de informalidade. Sua renda média é de R$ 927,10.
Paim citou, ainda, levantamento do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e do Instituto Patrícia Galvão, segundo o qual o nível de preocupação com a violência doméstica aumentou em praticamente todas as regiões do Brasil entre 2004 e 2006. Para Paim, "um homem que agride uma mulher não respeita nem a si mesmo, e não merece o respeito de ninguém".
- Se os índices apontam a gravidade da violência contra as mulheres, temos esperança no avanço do combate à impunidade, na força da denúncia e do cumprimento da lei - disse ele.
A senadora Heloísa Helena, em aparte, disse que acabara de chegar de Pirassununga (SP), onde ocorreu, nesta quinta, a formatura das 11 primeiras mulheres da Força Aérea Brasileira (FAB). Anteriormente, também a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) havia mencionado o evento, pedindo um voto de aplauso para as pioneiras da Aeronáutica.
Patrícia Saboya (PSB-CE), por sua vez, destacou a "presença fundamental" de Paulo Paim na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal e sua atuação marcante na discussão de matérias relativas à criança, ao adolescente e às mulheres. Para a senadora, Paim demonstra "paixão e sensibilidade", características, em sua opinião, essenciais aos homens públicos.
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