Mesmo concordando com a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o atual momento econômico brasileiro não permite aventuras, invencionices ou choques, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disse que tampouco o governo deve admitir conservadorismo. Nesse sentido, ela declarou que não é mais possível aceitar o que classificou de "absurda meta de superávit primário".
Na avaliação da senadora, o primeiro passo para a estruturação da nova equipe que ajudará o presidente Lula a governar durante os próximos quatro anos é escolher nomes comprometidos com as grandes causas do país. Ela elogiou pronunciamento feito recentemente pela líder do seu partido no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), que cobrou do presidente mais atenção para com os senadores e mais espaço para o PT no governo.
- Após a reunião da bancada, nossa líder Ideli apenas externou o clima que tomou conta dos senadores e senadoras do PT no Senado. A reivindicação é que o presidente Lula nos ponha na agenda, já que nos quatro anos do seu primeiro mandato ele reuniu a bancada de senadores do PT uma única vez - disse.
Além de diminuir os índices de pobreza no país e acelerar o recuo nas desigualdades sociais, um dos principais méritos do primeiro mandato de Lula, na opinião de Serys, foi ter inserido na pauta política o que ela chamou de "projeto de povo". Ela explicou que o governo federal teve a sensibilidade de promover mudanças visando prioritariamente melhorar a qualidade de vida da maioria da população.
Em aparte, o senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que apesar de ser importante como uma ajuda aos pobres, o programa Bolsa-Família não pode ser considerado como uma iniciativa de combate à pobreza. Ele frisou que somente através do incentivo à geração de empregos o governo poderá alcançar o objetivo de reduzir a miséria no país.
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