O Senado Federal, como uma casa legislativa, tem a obrigação de cumprir toda a legislação em relação às pessoas com deficiência, afirmou nesta quinta-feira (16) Mônica de Araújo Freitas, coordenadora da 2ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovida pelo Senado. O evento, conforme explicou, tem, entre outros objetivos, o de dar o exemplo e mostrar a outras instituições que é possível fazer adaptações de suas dependências no sentido da inclusão.
Um ano depois da realização da 1ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência e de o Senado empreender uma luta para adaptar seus ambientes, ainda são necessárias algumas medidas para que a Casa possa acolher pessoas com dificuldades de locomoção, informou a coordenadora. Entre elas, citou a necessidade de adaptação do acesso à mesa do Plenário. Sem esta obra, pessoas com dificuldades motoras não podem ter acesso à mesa ou a tribuna, o que pode ser necessário em sessões especiais. Mônica lembrou que o ex-senador Iram Saraiva, que tinha um cargo na mesa, precisava ser carregado para sair da tribuna quando ia dirigir os trabalhos da Casa.
Mônica disse que o Brasil, com cerca 24 milhões de pessoas com deficiência, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), precisa ainda de muita discussão sobre acessibilidade e de campanhas relativas ao tema para mudar a mentalidade das pessoas.
Mônica de Araújo Freitasé presidente da Comissão de Valorização da Pessoa com Deficiência e chefe do Cerimonial da Presidência do Senado.
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