Em pronunciamento na tribuna do Senado nesta quarta-feira (1º), o senador Sibá Machado (PT-AC) comemorou dados ainda não tornados oficiais, mas que apontam para uma queda de 30% no desmatamento da Amazônia, salientando que o governo "fez o dever de casa" . Sibá cumprimentou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pelo trabalho em prol da recuperação da floresta.
Sibá lamentou que a questão ambiental não venha sendo tratada com a devida importância, como fator indispensável ao desenvolvimento sustentável. Entre outros entraves, citousituações de violência como o assassinato da missionária americana Dorothy Stang. A missionária foi assassinada em fevereiro de 2005 no Pará, por denunciar a exploração ilegal de madeira na região da Amazônia, a grilagem de terra e a violência contra camponeses da região.
- A questão ambiental é sempre colocada em último plano. É preciso haver harmonia, limite na exploração econômica, acerto, comando.A redução do desmatamento vai muito além de uma simples questão ambiental - frisou.
Sibá disse que acompanha a situação da região amazônica desde 1989, lamentando que sejatratada como "uma terra sem lei, um local para enriquecer e ir embora". A extração de riquezas que são beneficiadas em proveito de outras regiões do país ou no exterior é uma característica da ocupação da região, que fica alheia aos investimentos da industrialização, disse o senador.
- A população local não se beneficia do pagamentos de royalties e de impostos e da riqueza gerada pelas atividades extrativistas - disse.
Em aparte, o senador Paulo Paim (PT-RS) elogiou o discurso de Sibá e chamou a atenção para a necessidade de preservação dos mananciais e para a grave situação ambiental no Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, poluído por detritos industriais.
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Sibá comemora queda no desmatamento da Amazônia"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.