Em pronunciamento nesta quarta-feira (1º), o senador Paulo Paim (PT-RS) elogiou o anúncio do ministro da Saúde, Agenor Álvares, de que o Ministério da Saúde mandou confeccionar e vai distribuir uma cartilha para evitar as desigualdades raciais no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o senador, o ministério detectou racismo dentro do SUS por meio de pesquisa realizada pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), conforme matéria publicada pelo Jornal do Brasil desta quarta-feira.
Em seminário no Rio de Janeiro na semana passada, o ministro Agenor Álvares disse que o SUS é racista e discrimina, sobretudo, negros, o que motivou protestos dos médicos e funcionários de hospitais do Rio.
Segundo dados destacados por Paulo Paim, quase um terço (31,8%) das mulheres negras são rejeitadas na primeira maternidade que procuram. O índice é consideravelmente menor entre as brancas - 18,5%. A taxa de mortalidade no parto entre afro-brasileiras (4,79 a cada 100 mil) é mais que o dobro das brancas (2,09 a cada 100 mil).
- É por isso que eu defendo rapidez na aprovação do Estatuto da IgualdadeRacial, que está engavetado na Câmara dos Deputados, assim como outras propostas contra as discriminações raciais - disse o senador, enfatizando uma frase do ex-secretário-geral da Organizações das Nações Unidas Kofi Annan, sobre racismo: "minorias étnicas continuam a ser desproporcionalmente pobres, e super-representadas nas prisões".
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