A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva com mais de 60% dos votos válidos dá a ele legitimidade para continuar sendo a principal liderança sul-americana e comandar o processo de ampliação do Mercosul. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (1º) pelo presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), que disse ter recebido "com entusiasmo" apromessa de Lula de lutar, nos próximos quatro anos, pelo fortalecimento e ampliação do bloco econômico.
Em entrevista à Agência Senado , Sérgio Zambiasi salientou que a ampliação do Mercosul deve abranger todos os países entre a Patagônia e o Caribe. Somente dessa maneira, observou o senador, a América Latina poderá unir-se, a exemplo do que já ocorre em outros continentes, como o europeu e o asiático.
- A união de países em um bloco econômico fortalece as respectivas economias e abre caminho para a total integração entre eles - resumiu Zambiasi, ao deixar claro que as primeiras áreas beneficiadas com uma eventual ampliação do Mercosul seriam a agricultura, com a abertura de novas fronteiras, a energética e a tecnológica.
O senador observou que a recente adesão da Venezuela ao bloco econômico fez com que países localizados mais ao norte do continente se interessassem pelo Mercosul, a exemplo de Bolívia, Peru, Equador e Chile. Por isso, o senador acredita que esses países irão ingressar no bloco em breve. Os estados-parte fundadores do Mercosul, além do Brasil, são a Argentina, o Paraguai e o Uruguai.
Zambiasi lembrou que a sessão inaugural do Parlamento do Mercosul será realizada em Brasília, no próximo dia 14 de dezembro, um dia antes da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. O senador espera que o Parlamento que preside seja "austero e transparente", e que signifique "a verdadeira e definitiva integração da América Latina".
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