O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) afirmou, nesta quarta-feira (1o), no primeiro discurso depois do segundo turno das eleições - quando teve uma disputa acirrada para o governo do Rio Grande do Norte - que foi derrotado por ter enfrentado a máquina pública estadual aliada à máquina federal. Ele disputou contra a atual governadora, Wilma Faria, que recebeu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Garibaldi ainda tem quatro anos de mandato de senador. Ele destacou que a sua coligação elegeu a nova senadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini.
- Foi uma luta desigual, na qual o poder avassalador do presidente da República, imposto sem barreiras nacionalmente, aliou-se à prática estadual de um constrangedor populismo de clientela - afirmou Garibaldi, ponderando que, apesar disso, recebeu mais de 47% dos votos, enquanto a governadora ficou com pouco mais de 52%.
Garibaldi disse que o resultado das urnas não o abateram e que ele volta ao Senado para defender políticas de amparo às pessoas mais pobres, depois de ter visto muita miséria no interior do seu estado. O que ele viu - continuou - contesta as afirmações de que "tudo está indo às mil maravilhas" no país e, principalmente, no Rio Grande do Norte. Informou que o trabalho infantil cresceu 28% de2002 a 2005 no seu estado.
O senador, que já governou o Rio Grande do Norte por duas vezes, recomendou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que "não sucumba a uma posição de empáfia e distanciamento dos problemas" por ter obtido 60% dos votos na reeleição.
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