A Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos retomou, após as votações em Plenário desta quarta-feira (31), o depoimento de Juscelino Dourado, chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Os senadores centraram esta segunda parte da oitiva na relação do Ministério da Fazenda com a renovação do contrato da multinacional GTech para gerenciamento das loterias da Caixa Econômica Federal. O depoente negou ter intermediado qualquer pedido de Rogério Buratti junto ao ministério referente à renovação do contrato.
Os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) estranharam o fato de Dourado afirmar que a renovação de tal contrato, que girou em torno de R$ 600 milhões, não foi item de pauta de nenhuma reunião no Ministério da Fazenda. Os senadores lembraram que a Caixa é subordinada ao ministério.
- Uma operação desse tamanho não é aprovada apenas por diretores - avaliou Jereissati.
O senador Antonio Carlos Magalhães disse que "não é possível que um órgão subordinado à Fazenda não informe o ministro sobre um contrato desse vulto".
Também participaram da segunda parte do depoimento os senadores Flávio Arns (PT-PR), Romeu Tuma (PFL-SP), Magno Malta (PL-ES), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), relator da comissão, e Efraim Morais (PFL-PB), presidente da CPI dos Bingos.
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