O senador Marcelo Crivella (PL-RJ) reclamou da demora do governo federal em liberar verbas orçamentárias vinculadas a emendas que apresentou em favor do Ministério das Cidades. Queixou-se ainda da defesa, pelo deputado Delfim Netto, de meta de superávit primário de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2006, medida que, na sua opinião, irá promover ainda mais recessão e desemprego no país.
- Só o completo desprezo pela democracia pode explicar porque o grande desenvolvimentista do regime militar tornou-se o pregoeiro da estagnação e da contração econômica do governo Lula - afirmou.
O parlamentar acredita que quem insiste na atual política econômica quer o aprofundamento da crise social e do caos político. Isso porque a contínua ampliação da meta de superávit primário inviabilizaria, conforme acrescentou, a retomada de investimentos públicos em obras e no crescimento econômico do país. Crivella disse que teme pelo aumento da insatisfação social no país, gerando mais violência e marginalização, caso essa sistemática não seja modificada.
Em aparte, o senador Ramez Tebet (PMDB-MS) concordou que "está demais" a elevação do superávit primário, política que está empobrecendo a classe média e levando os pobres à miséria.
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