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Brigadeiro nega ter favorecido empresa em concorrência nos Correios

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 30 de agosto de 2005
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O brigadeiro Venâncio Grossi negou, em seu depoimento à Subcomissão de Contratos da CPI dos Correios, nesta terça-feira (30), que tenha favorecido a empresa Promodal em concorrência de transporte aéreo realizada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafosem 2003. Grossi era consultor da GPT, empresa que criou a Promodal, quando foi contratado para prestar consultoria aos Correios, em julho de 2003. < />

O brigadeiro Grossi se contradisse ao tentar explicar o caso. Inicialmente, disse que havia imposto uma "quarentena" de cinco meses entre uma consultoria e outra. Depois, admitiu que elas foram paralelas. < />

- Claro que eu troquei idéias, mas eu jamais repassei informações dos Correios para a GPT. Isso seria antiético. A Promodal, inclusive, foi desclassificada na concorrência - garantiu. < />

Nos Correios, o brigadeiro Grossi era um especialista encarregado de dizer quanto cada empresa deveria receber por quilômetro voado. Segundo ele, os Correios economizaram, com sua consultoria, cerca de R$ 100 milhões. O brigadeiro informou que foi contratado pelo então presidente dos Correios, Airton Dipp, e que recebeu pelo serviço R$ 45 mil em dinheiro vivo, sem nenhum comprovante, o que achou estranho.

A denúncia do envolvimento de Grossi com a Promodal foi feita pela Skymaster, outra empresa que participou da concorrência de transporte aéreo. Segundo a Skymaster, a Promodal pagou as despesasde Grossi no hotel Blue Tree em todas as vezes em que ele esteve em Brasília em 2003 a serviço dos Correios.

- Eu usava o convênio que a GPT tinha com o Blue Tree, porque assim eu conseguia um preço melhor. Depois, eu os reembolsava. Não vejo nenhum impedimento ético nisso - explicou o brigadeiro.

Os contratos dos Correios com a Skymaster são suspeitos de superfaturamento. Grossi negou ter qualquer informação a esse respeito, embora tenha admitido que, pelos estudos que realizou, em alguns casos, "pagava-se muito mais do que deveria ser pago".

Os dirigentes da Skymaster derão ser ouvidos pela CPI ainda esta semana. Nesta quarta-feira (31), a partir das 11h, a comissão colhe os depoimentos dos representantes da Guaranhuns Empreendimentos e Participações e da corretora Bônus Banval. Ambas constam na lista de sacadores das empresas do publicitário Marcos Valério e são suspeita de lavagem de dinheiro e de remessa irregular de divisas para o exterior.

 

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