Em discurso nesta terça-feira (30), o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) fez um apelo ao presidente da Casa, Renan Calheiros, para que não permita uma "operação abafa" que evite a cassação dos deputados denunciados por corrupção nas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).
O parlamentar fez também uma advertência aos deputados para que exerçam vigilância sobre o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, que teria insinuado que não iria punir ninguém. Para Antonio Carlos, a opinião de Severino não dignifica aquela Casa.
- A imprensa deve ficar atenta porque, segundo dizem, ele (Severino) não tem interesse em punir seus colegas para não ser punido também - alertou.
Antonio Carlos disse estar estarrecido com a notícia que o presidente da Câmara vai representar o Brasil na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
- Se sua eleição foi um absurdo, avaliem como o Brasil vai crescer na assembléia da ONU sendo representado por ele - ironizou. Ele sugeriu a Renan que vá à assembléia de forma independente, para que se possa "distinguir quem é quem". O senador sugeriu que, no lugar de Severino, seja enviado o vice-presidente José Alencar ou um membro da Mesa Diretora da Câmara.
Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) questionou se o PFL não teria votado em Severino Cavalcanti para presidente da Câmara. Em resposta, Antonio Carlos disse que o PFL votou no deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), que foi derrotado, e depois votou no deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP ).
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