O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) retirou o pedido de verificação de quórum, feito durante a votação do Orçamento da União de 2004 na sessão do Congresso nacional nesta terça-feira (23). O senador afirmou que apesar de estar "com a votação do orçamento nas mãos", desistiu do pedido que interromperia o exame da matéria, frisando que isso demonstra seu "compromisso de servir ao país".
- Minha retórica é para alertar contra os desvios éticos, mas meu voto deve ser a favor do país. É preciso ter lucidez - afirmou.
Arthur Virgílio considerou o número de parlamentares presentes "insignificante para uma sessão que delibera sobre a lei mais importante do país". O senador disse esperar, com essa atitude, fazer o governo petista respeitar mais a oposição e as minorias. Ele disse que a votação do projeto de lei de conversão da medida provisória que altera as alíquotas da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), ocorrida na véspera aconteceu sem a devida comunicação aos parlamentares oposicionistas.
- Que o governo nunca mais menospreze os adversários - avisou.
Virgílio disse que, diferentemente do que os governistas afirmam, os problemas econômicos enfrentados pelo governo petista não são herança do governo Fernando Henrique Cardoso e sim um legado do próprio Luiz Inácio Lula da Silva que ao longo da eleição fez propostas desarazoadas que agitaram mercados. Virgílio disse que quer trabalhar a favor do país, mas que não quer ser omisso e por isso considera seu dever apontar os problemas daqueles que se acham "donos da verdade ou donos da ética".
- A verdade deve se impor. Tem tucano honesto, deve ter desonesto. Tem petista honesto, deve ter desonesto. Isso acontece em todos os partidos, em todas as profissões -afirmou, lembrando também que não há "monopólio da combatividade".
3SG
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