O senador Mozarildo Cavalcanti (PPS-RR) pediu, nesta terça-feira (23), mais empenho do governo na luta contra as desigualdades regionais, especialmente em relação à Região Norte. O senador afirmou que essa região é a mais prejudicada diante das políticas governamentais, apesar de ocupar 50% do território nacional.
- É importante o Brasil acordar para a Região Norte. A eliminação das desigualdades não pode ser uma tarefa só dos que habitam aquela região- afirmou.
O senador ressaltou que um dos objetivos da República, previsto na Constituição federal, é eliminar as desigualdades regionais, tarefa que na opinião de Mozarildo hoje deve ser orientada basicamente para as Regiões Nordeste e Norte, as menos desenvolvidas.
- A Região Norte têm sofrido descaso que não se justifica - afirmou.
Mozarildo lembrou que políticas de desenvolvimento governamentais nos últimos anos mudaram bastante a configuração da Região Centro-Oeste, trazendo desenvolvimento para os estados que a formam. O senador reconheceu que, no que diz respeito à Região Norte, também foram tomadas algumas medidas pontuais, nos últimos anos, para diminuir as desigualdades, como a criação das universidades federais de Roraima e do Amapá, mas, na sua opinião, mais medidas são necessárias.
O senador defendeu ainda a implementação, pelo governo federal, o mais rápido possível, de um plano de desenvolvimento para a Amazônia. Esse plano já está sendo finalizado e tem participação do Ministério do Meio Ambiente, informou. Mozarildo disse que é preciso ter preocupações ambientais ao ocupar qualquer lugar, principalmente na Amazônia, mas observou que é necessário também pensar na questão do ambiente de uma maneira menos radical e fundamentalista.
- Chama-se de devastada a região usada para produzir subsistência para o ser humano - afirmou.
Mozarildo Cavalcanti fez ainda denúncia sobre os "indícios claros" do movimento de internacionalização da Amazônia. Citou o patenteamento de produtos locais, a invasão da região por estrangeiros e declarações de intenção de domínio feitas por autoridades internacionais.
- É um desrespeito à nossa soberania - afirmou.
Mozarildo acredita que apenas a presença do poder público e de habitantes brasileiros nas fronteiras garantirão a permanência da região como pertencente ao Brasil.
Em aparte, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) afirmou que a soberania brasileira na região só será respeitada se preservadas as pessoas que vivem na região: os ribeirinhos e os caboclos. Também é necessário o auxílio das Forças Armadas, acredita.
- Só assim asseguraremos o não comprometimento da nossa soberania - disse.
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