Ao registrar que o jornal Folha de S. Paulo publicou em sua edição desta terça-feira (23) notícia informando que o preso Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira (acusado pelo assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel) denunciou à Justiça que teria sido torturado pelo deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) expressou sua total descrença sobre a acusação.
- Gostaria de dar um cheque em branco a Luiz Eduardo Greenhalgh, se é que adianta alguma coisa. Ele tem sua vida dedicada à defesa dos direitos humanos. Não consigo vê-lo torturando, nem permitindo tortura ou compactuando com ela. Greenhalgh foi um defensor de presos políticos durante o período da ditadura militar - afirmou Arthur Virgílio.
O senador pelo Amazonas lembrou que, quando foi líder do governo Fernando Henrique Cardoso e ministro de Estado, sempre conversava com Greenhalgh a respeito da defesa dos direitos da pessoa humana. Ele testemunhou que o deputado petista o ajudou na tramitação da medida provisória, depois convertida em lei, que ampliou os limites da anistia.
Como ministro, Arthur Virgílio disse ter recebido um único pedido de Greenhalgh: interceder junto ao presidente Fernando Henrique para que um ministro de segunda classe do Itamaraty fosse promovido a embaixador. Ao fazer a solicitação, acrescentou o senador, Greenhalgh explicou que o embaixador merecia a promoção por ser "um campeão dos direitos humanos".
- Não creio que seja possível vê-lo envolvido com tortura. Tenho certeza que não. Estou seguro que não. Imaginar que ele tolerou que alguém torturasse, com certeza não; que soube que alguém torturou e não denunciou, também não. Ele cumpriria o seu dever de acusar. Esta acusação é algo que desminto cabalmente, mesmo sem ter falado com o deputado Greenhalgh - disse Arthur Virgílio.
Ao final do pronunciamento de Arthur Virgílio, o senador Romeu Tuma (PRL-SP), que presidia a sessão, solidarizou-se com Greenhalgh e confessou ter ficado chocado quando leu a notícia na Folha de S. Paulo . Os senadores Eurípedes Camargo (PT-DF) e Sibá Machado (PT-AC), que discursaram após o senador amazonense, também classificaram a denúncia contra o deputado do PT como infundada.
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