O líder da oposição, Arthur Virgílio (PSDB-AM), acusou as lideranças do governo de deslealdade e de aplicarem um golpe ao transformarem, sem aviso prévio, a sessão não deliberativa desta segunda-feira (22) em sessão deliberativa para possibilitar a votação da Medida Provisória nº 135, que acaba com a cumulatividade da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e eleva a sua alíquota de 3% para 7,6%.
- Marca-se uma batalha sem que o adversário conheça as regras e não lhe é permitido usar suas poucas armas. Pensei que o governo havia se curado da doença da arrogância. Nos sentimos violados. O governo acaba mal o ano na relação com a oposição. Não me peçam para ter boa vontade mais e negociar mais. Não tolero o vício da deslealdade - afirmou.
Para Arthur Virgílio, o governo está aplicando sua voracidade para aumentar a carga tributária do país. Ele relatou conversa com empresária que emprega 1.500 pessoas e que, com o aumento da Cofins, será abrigada a demitir 500 dos seus empregados.
- Essa medida mata empregos e mascara o incremento da carga tributária - alertou.
O senador acrescentou que se o governo lhe desse os dados que solicitou, provaria em meia hora que a MP 135 aumenta a carga tributária.
- Mas, os dados me foram sonegados e estou esperando até hoje. A decepção me deixa tranqüilo. A indignação me deixa alerta para não me enganar mais porque outra lutas virão. Esse governo definiu como será minha relação com ele - frisou.
2RI
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