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Jarbas Vasconcelos visita presidente do Senado e diz que PMDB não pode apoiar Sarney

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 4 de novembro de 2002
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O governador reeleito de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, visitou nesta terça-feira (5) o presidente do Senado, Ramez Tebet, e disse que o PMDB, na condição de partido com a maior bancada na Casa, deve reivindicar continuar na presidência desde que o nome indicado não seja o do senador José Sarney (PMDB-AP):

- É normal o PMDB, como partido majoritário, negociar para ter a presidência do Senado. Isso não é igual a aceitar cargo no governo, é uma negociação absolutamente normal. O que não tem sentido é o PMDB apoiar Sarney, porque Sarney não é PMDB, nunca foi, e continua não sendo - afirmou.

O governador garantiu que sua posição não significa ¿veto ou agressão¿ ao ex-presidente da República, e insistiu em que ¿o PMDB pode fazer acordo, desde que não seja com Sarney, porque ele não representa o partido¿. Negou-se, porém, a comentar outros nomes de senadores citados para o cargo, dizendo que, como governador, não iria imiscuir-se em decisão da bancada.

Jarbas informou ter manifestado, durante a conversa com Tebet, essa opinião e também a de que o partido deve adotar postura de oposição sem radicalismo:

- Minha posição é clara, de oposição. Esse é nosso papel, ditado pelas urnas: fiscalizar o governo. Mas isso não quer dizer criar obstáculos, nem fazer com Lula o que o PT fez com Fernando Henrique. Eu também sou a favor das reformas, a tributária e a da Previdência, mas o novo presidente tem que explicitar o que quer fazer para ter o apoio do PMDB. Falei com o Tebet e ele comunga dessa posição: vamos fazer oposição, mas não pretendemos criar dificuldades para um presidente eleito pela ampla maioria da população - resumiu.

Jarbas comentou também as divisões internas do PMDB, prevendo que o partido sobreviverá a elas:

- O PMDB sobrevive, é um partido grande, enraizado, com um grande patrimônio político. No tempo do MDB foi o único conduto da insatisfação popular, depois conduziu as lutas pela anistia e as eleições diretas. Mas esse patrimônio é como uma caderneta de poupança, e ao longo dos últimos anos o partido só faz sacar, não deposita mais - advertiu.

 

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