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Congresso discute atividade de Inteligência

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 4 de novembro de 2002
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Com o objetivo de mostrar o verdadeiro papel do setor de Inteligência no país e a sua importância na prevenção ao crime organizado, ao narcotráfico, aos crimes financeiros e cambiais, entre outros, começa nesta quarta-feira (6), no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, o seminário "Atividades de Inteligência no Brasil: Contribuições para a Soberania e a Democracia". O encontro será aberto às 9h pelos presidentes do Senado, Ramez Tebet, e da Câmara dos Deputados, Aécio Neves.

O evento, que pretende contribuir para desfazer a imagem negativa do trabalho de Inteligência no Brasil, associada ao período da ditadura militar e aos seus métodos de repressão política, contará, na cerimônia de abertura, com autoridades civis e militares do primeiro escalão do governo. Entre eles, estarão os ministros de Estado da Defesa, Geraldo Quintão, do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Alberto Cardoso, da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, e das Relações Exteriores, Celso Lafer, além do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, do secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, e da diretora-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Marisa Almeida Del"Isola e Diniz.

Durante dois dias, serão discutidos sete temas. O primeiro, intitulado "Atividades de Inteligência no Brasil: Contribuições para a Soberania e a Democracia", terá como conferencista o general Alberto Cardoso. O segundo será "Inteligência, Controle Público e Democracia", com a participação de dois palestrantes estrangeiros ¿ o professor de Política e Justiça Criminal da Universidade de Liverpool (Reino Unido), Peter Gill, e o professor de Direito da Universidade de Buenos Aires (Argentina), José Manuel Ugarte ¿ e um brasileiro, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência.

Na tarde da quarta-feira, serão abordados mais dois temas: "Profissionalização da Atividade de Inteligência", com as apresentações da diretora da Abin, Marisa Almeida Del"Isola Diniz, do professor da Universidade Federal de Minas Gerais Marco Aurélio Chaves Cepik e do diretor do Centro de Relações Civis-Militares da Escola de Pós-Graduação Naval dos Estados Unidos (EUA),Thomas Bruneau; e "Inteligência e Sustentação dos Interesses Nacionais", com o chefe do Departamento de Tecnologia da Abin, Rex Nazaré Alves, o diretor do Departamento de Assuntos Nucleares e Bens Sensíveis do Ministério da Ciência e Tecnologia, Roque Monteleone Neto, e o consultor sênior da Secretaria de Defesa do Governo dos EUA, Bruce Berkowitz.

Os outros três temas serão discutidos na quinta-feira (7). O que abre a agenda matutina será "Defesa Nacional e Inteligência Militar", com a participação de quatro palestrantes das Forças Armadas: general-de-divisão Aluísio Rodrigues dos Santos, do Departamento de Inteligência Estratégica do Ministério da Defesa, contra-almirante Adalberto Casaes Júnior, subchefe de Estratégia do Estado-Maior da Armada, general-de-divisão Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, subchefe do Estado-Maior do Exército e o brigadeiro-do-ar Dalton Luis Fraresso, chefe da Secretaria de Inteligência da Aeronáutica.

O assunto seguinte será "Limites e Eficácia do Controle Parlamentar", com a apresentação de um representante da Câmara, o vice-líder do PSDB e ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Casa, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), e de um do Senado, senador Eduardo Suplicy ( PT-SP), integrante da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, além do professor do Instituto de Ciência Política da Universidade do Chile Guillermo Holzmann Pérez.

A programação conclui com palestras e debates sobre o tema "Atividade de Inteligência na Prevenção do Crime Organizado", com a participação do coordenador de Inteligência da Diretoria de Inteligência Policial da Polícia Federal, Daniel Lorenz de Azevedo, do auditor fiscal da Receita Federal Deomar Vasconcelos Moraes, do chefe do Departamento de Combate a Ilícitos Cambiais e Financeiros do Banco Central, Ricardo Liao e do procurador da República no Distrito Federal Celso Antônio Três.

 

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