O Senado pretende resgatar a memória do Palácio Monroe, onde funcionou durante 35 anos. Para isso, será lançada no início de dezembro, pelo presidente da Casa, Ramez Tebet, uma campanha destinada a solicitar a toda a população brasileira informações que ajudem a reconstruir a história do local onde trabalhavam os senadores antes da mudança da capital do país para Brasília, em 1960.
Por meio da campanha, o Senado dará início à formação de um banco de dados sobre o destino de móveis e obras de arte que se encontravam no palácio e foram leiloados pela empresa encarregada da destruição do edifício na década de 70, no Rio de Janeiro. A população será ainda estimulada a doar fotos e documentos sobre a história do Monroe, que passariam a compor o acervo do Museu do Senado.
- De todas as nossas sedes, o Monroe é a única que não existe mais ¿ recorda Florian Madruga, coordenador da Comissão Especial dos 111 Anos do Senado Republicano, presidida pelo diretor-geral da Casa, Agaciel Maia.
A campanha pelo resgate da memória do Monroe será divulgada pelos meios de comunicação do Senado e por todas as emissoras interessadas em apoiar a iniciativa. Como boa parte do acervo do palácio provavelmente ainda se encontra na antiga capital da República, o Senado firmará parcerias com o governo estadual e com a prefeitura do Rio de Janeiro para fortalecer a iniciativa.
O Palácio Monroe foi a segunda sede do Senado Republicano. Inicialmente, a Casa funcionou no Palácio Conde dos Arcos, na Praça da República. O Monroe localizava-se junto à Cinelândia, no centro do Rio, em frente à Baía de Guanabara.
| Monroe foi premiado em exposição internacional |
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