Após cumprir um ano e meio de mandato, o senador Lindberg Cury (PFL-DF) despediu-se do Senado, nesta sexta-feira (20), afirmando encerrar sua missão ¿com a sensação do dever cumprido¿.
- Parto para um novo desafio e lá vou continuar defendendo a causa do pequeno empreendedor - anunciou Lindberg, observando que, desde a sua posse, assumiu o compromisso público de lutar em defesa do setor, por entender que ¿os excluídos da democracia econômica é que um dia farão a grandeza desse país¿.
Suplente do ex-senador José Roberto Arruda, que renunciou ao mandato, Lindberg disse ter enfrentado ¿grandes grupos multinacionais¿ em prol dos interesses das pequenas empresas. ¿Sofri pressões de todas as maneiras, mas em nenhum momento arredei pé da missão de defender os mais fracos e obter justiça para as nobres causas¿, revelou.
E foi na condição de empresário que lutou, por exemplo, por uma reforma tributária ¿justa e equânime¿, chegando a apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) instituindo o imposto único federal.
No ¿emocionado¿ discurso de despedida, Lindberg também destacou seu empenho em disciplinar a instalação dos radares de controle de velocidade, os chamados ¿pardais¿. Muitas das sugestões de seu projeto, segundo comentou, já foram inseridas em recente resolução do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Lindberg Cury recordou sua luta pela autonomia econômica do Distrito Federal, que, acredita, será reforçada com aprovação da proposta de criação do Fundo Constitucional do Distrito Federal. Conforme explicou, esses recursos serão importantes para aumentar os recursos investidos em segurança, saúde e educação na capital federal.
Em aparte, o senador Jonas Pinheiro (PFL-MT) destacou o trabalho de Lindberg Cury em prol da autonomia do DF. ¿Vossa Excelência fez por merecer a confiança depositada pelo povo do Distrito Federal¿, disse. O senador Nabor Júnior (PMDB-AC) também registrou ¿a simpatia, amizade e respeito¿ que marcaram a atuação do senador no DF. Assinalou ainda ¿a campanha cívica e patriótica¿ abraçada pelo então líder empresarial, no início da década de 80, pela autonomia política da Capital Federal.
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