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ALCÂNTARA DEFENDE APROFUDAMENTO DE DEBATE SOBRE CAUSAS DA VIOLÊNCIA

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 5 de outubro de 2000
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A partir de dados do Subsistema de Informação de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que apontam os jovens na faixa etária de 15 a 24 anos como as principais vítimas da violência no país, o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) defendeu o aprofundamento da discussão em torno das causas do alto índice de homicídios, suicídios e acidentes de trânsito. Segundo ele, o Brasil está entre os 12 países que superam a casa dos dez óbitos por 100 mil habitantes/ano, e os dados do SIM demonstram que a incidência de atos violentos é maior nas capitais do que no interior. Para ele, a reversão do quadro atual deve passar, necessariamente, pela educação.

Alcântara informou que existe uma relação entre hábitos culturais das grandes cidades e a incidência de atos violentos, e que não existe uma correlação direta com a renda, pois as regiões mais pobres (Norte e Nordeste) apresentam taxas mais baixas que o Sudeste. Segundo o senador, enquanto em Palmas, São Luís e Salvador, as taxas se situam em torno de 35 óbitos por 100 mil habitantes por ano e são as mais baixas do país, em Porto Velho, Boa Vista, Recife, Vitória, Rio de Janeiro e Cuiabá as taxas superam os 150 óbitos.

O senador sugeriu a adoção de estratégias que promovam o aprimoramento pessoal, a revalorização e o fortalecimento da identidade juvenil, além de intensificar os mecanismos que permitam a participação dos jovens, como setor ativo e consciente, na construção da cidadania e do desenvolvimento do país.

O crescente aumento no consumo de drogas, a desconfiança nas instituições democráticas e o desinteresse na participação política e comunitária, que levam à perda de perspectiva de futuro são, frisou o senador, problemas que merecem atenção profunda e imediata.

- De foram multidisciplinar, mas sob a ótica predominante da ação educacional em todos os foros, temos de cuidar da juventude, não só para que não a percamos, sob forma de mais um ponto na nefasta estatística da violência, mas para que nos ajude a transmitir a cada nova geração um caminho de desenvolvimento e aprimoramento da sociedade brasileira ¿ afirmou.

 

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